Combate à corrupção não é perseguição

Ex-vereadora tentou criar uma narrativa de vítima, mas a verdade é clara: ela utilizou a máquina pública em benefício próprio, em atos já comprovados pela Justiça e reconhecidos pela Câmara de Maringá
De O Diário de Maringá:
Não se trata de perseguição política. Trata-se de punir infração, de um ato lesivo aos cofres públicos, de uma conduta ímproba. A ex-vereadora Cris Lauer tentou criar uma narrativa de vítima, mas a verdade é clara: ela utilizou a máquina pública em benefício próprio, em atos já comprovados pela Justiça e reconhecidos pela Câmara de Maringá.
Na sessão extraordinária do dia 27, os vereadores decidiram, com 20 votos a favor e apenas 2 contrários, pela cassação de seu mandato por ato de improbidade administrativa. A decisão não foi política, foi moral, foi legal, foi necessária. E mostrou que Maringá não aceita desrespeito ao dinheiro público nem traição à confiança da população.
Poucos dias depois, a Justiça confirmou a gravidade da conduta. Cris Lauer foi condenada a devolver o dinheiro que desviou dos cofres públicos e a pagar uma multa de valor equivalente. O Ministério Público comprovou que ela usou serviços de seu gabinete em processos particulares durante o horário de expediente, obtendo, assim, vantagem indevida. Leia mais.
Ilustração: Sindicop/Nani