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Quando a Jules Rimet passou por Maringá

Taça ficou no cofre de um banco; há dois registros, agora colorizados

A passagem da Taça Jules Rimet por Maringá, que surpreendeu até o professor Jefferson de Lima Sobrinho, londrinense autor do livro “Londrina Esporte Clube contado em fatos e fotos”, tem ao menos dois registros. Um foi feito no paço municipal, onde aparece o prefeito Luiz Moreira de Carvalho (1965-1968), o vice, secretários e dirigente, além do radialista Joe Silva. A foto acima, colorizada, foi cedida pela família Danhoni.

A taça havia sido conquistado no bicampeonato mundial, em 1962, no Chile, e passou por Maringá possivelmente a caminho da Inglaterra, onde aconteceu a Copa de 1966. Foi conquistada em definitiva pela seleção brasileira em 1970, no México, até ser furtada na CBF.

O troféu, de 3,8 quilos de ouro, passou a noite num cofre do Banco Sul Americano do Brasil, na avenida Getúlio Vargas com a rua Santos Dumont. Também agora restaurada e colorizada, a foto da taça no balcão do banco, hoje parte do acervo do Museu Esportivo de Maringá, mostra (da dir. p/ a esq.) Edi Eri Froeming, que depois se tornou vereador, José Reinaldo Gabriel, Massamo, Mizuto, Luiz de La Torre, Navarro Manser (dirigente do Grêmio), José Gaspar e Alaíde.

A taça feita pelo artesão francês Abel Lafleur sob a encomenda do então presidente da FIFA, Jules Rimet, quando foi roubada na sede da CBF no Rio de Janeiro estava exposta em uma estante de vidro e madeira, enquanto a falsa se encontrava muito bem guardada em um cofre. Com a morte do cartola, a taça passou a ter o nome do seu idealizador, contou o jornalista Walter Téle em 2018, no Maringá Post, ao reportar o fato, que fazia parte do projeto Eu Amo Maringá.

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