Enquanto isso, na CPMI do INSS…

Fernando Cavalcanti depõe nesta segunda-feira; ele é ex-sócio do advogado Nelson Willians, e os dois são investigados por participação nas fraudes do INSS; deputado maringaense foi citado pela terceira vez na CPMI
Investigado pela Polícia Federal no inquérito sobre as fraudes no INSS, o empresário Fernando Cavalcanti negou ter escondido carros de luxo em um shopping de Brasília para impedir a apreensão dos veículos — entre eles uma Ferrari de R$ 4 milhões. Ele era sócio do advogado Nelson Williams, também investigado no rol dos roubos nas aposentadorias e pensões. A informação é de Lara Alves, no jornal O Tempo, de Belo Horizonte (MG). Acompanhe a sessão ao final.
“A investigação não me atribui a fraudes no INSS. A menção a meu nome no inquérito refere-se exclusivamente à ocultação de veículos de luxo, que não procede”, afirmou. Cavalcanti se disse proprietário dos carros recolhidos pela Polícia Federal em um shopping de Brasília e em endereços ligados a ele em São Paulo. A investigação apura se esses veículos pertencem realmente a Cavalcanti. A suspeita é que eles pertençam, na realidade, a Nelson Williams.
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“Fui mencionado por suposta ocultação de veículos de luxo, e quero deixar claro que não houve ocultação ou má-fé. Os veículos são da minha empresa, estão todos declarados e foram adquiridos de forma lícita. Alguns estão ainda, inclusive, financiados, como é o caso da tão falada Ferrari, que eu só termino de pagar no final de 2027”, justificou Cavalcanti. Ele disse ainda que, se quisesse esconder seus carros, não o faria em um shopping (leia mais).
O deputado federal Ricardo Barros (PP) foi citado pela terceira vez na CPMI do INSS. O relator, deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), apresentou uma lista de doações feitas por Cavalcanti para campanhas eleitorais em São Paulo e Curitiba. Os valores variam entre R$ 10 mil e R$ 200 mil. A cifra mais alta foi paga para a campanha de Maria Victoria Borghetti Barros (PP-PR), eleita deputada estadual. Cavalcanti admitiu que quem pediu a doação foi o pai dela, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), ex-ministro da Saúde do governo Michel Temer.
Anteriormente, o parlamentar maringaense havia sido citado pelo ex-ministro Paulo Pimenta e pelo deputado Rogério Correia (PT), que exibiu reportagem do UOL que conta que o ex-líder de Jair Bolsonaro fez lobby para empresa condenada por lesar aposentados.
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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