Vereador Luiz Neto criticou condenação antes da investigação e destacou trabalho de secretário licenciado
O vereador Luiz Neto (Agir) disse hoje durante a sessão da Câmara de Maringá, referindo-se a agentes públicos, que todos estão “suscetíveis e sucessíveis a serem investigados”, mas afirmou que “não podemos cumprir papel de inquisitores (sic), condenando pessoas que estão sendo investigadas”.
Referia-se ao secretário licenciado da Fazenda de Maringá, Carlos Augusto Ferreira, que foi alvo da Operação Mafiusi, da Polícia Federal. O líder do prefeito disse que não há uma denúncia formal, que ainda não houve direito de defesa. “Talvez a melhor medida seja a licença do secretário, ou até mesmo que ele peça exoneração, mas isso é uma medida administrativa, que cabe ao secretário identificar e ao gestor público. Nós não devemos ser inquistores (sic) de ninguém nessa casa nem apontar o dedo dizendo que tal pessoa está errada e condenando-a antes mesmo a justiça fazer o seu papel primário de investigação”, afirmou da tribuna.
No entanto, destacou o trabalho de Ferreira na prefeitura. Segundo ele, dívidas importantes foram renegociadas, despesas importantes de empréstimos em negociação, tratativas com a Caixa Econômica para a redução de juros, o que é um “bom legado”.
Depois de elogiar o deputado federal Ricardo Barros (PP) pela lei do abuso de autoridade, disse que “estamos falando de uma reputação” e, lembrando o saudoso ator Paulo Gracindo em “O Bem-Amado”, lembrou que a acusação “tem repercussão midiática e holofótica”.
Foto: Reprodução/TV Câmara
