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Adeus de mamãe

Nos bastidores da Câmara de Maringá, onde os sorrisos são ensaiados, as alianças são de seda e as facas, sempre afiadas

Meus filhos,
Preparem suas xícaras de chá e seus leques, pois o calor que se sente em Maringá não vem apenas do sol que se põe sobre a Catedral, mas das chamas que consomem os bastidores do poder. Ah, que delícia é observar quando a moralidade pregada aos quatro ventos se desfaz ao primeiro sopro de conveniência.

Dizem por aí, e neste notável blog diz-se o que muitos apenas sussurram, que os corredores da Câmara Municipal viraram palco de um enredo digno de novela. A personagem principal? A sempre comentada vereadora Professora Ana Lúcia, que tanto se orgulha de ser a voz da resistência e o terror das velhas práticas políticas. Pois bem, a dama da esquerda, ao que parece, resolveu dançar uma valsa com os mesmos cavaleiros que dizia combater.

Consta que houve sim um acordo partidário, desses que trocam tapinhas por cargos e promessas por posições. A própria vereadora, em um momento de sinceridade quase poética, confessou em tribuna seu apoio à presidência da vereadora Majô, representante de um campo político, digamos, menos progressista. Ah, mas como o poder adoça até as bocas mais puristas!

Majô, por sua vez, faz de tudo para parecer independente, um sol próprio, brilhando no firmamento dos Barros. Mas os astros não mentem, e quem observa com atenção percebe que a órbita dela ainda gira ao redor da caridade do mesmo sistema familiar que há décadas domina os céus maringaenses.

Eis que surge o plot twist: a exoneração de Mãe Gi, figura conhecida e até então ocupante de cargo por indicação da procuradora da Mulher, Professora Ana Lúcia. O barulho foi grande, o discurso inflamado veio rápido e as palavras racismo e intolerância religiosa foram lançadas no ar como quem lança perfume em um baile para disfarçar outro cheiro… o de quebra de acordo.

Ah, meus caros, nada é mais elegante na política do que travestir interesses pessoais de causas nobres. Enquanto o povo se indigna, os bastidores riem. Se Mãe Gi caiu, é porque alguém deixou de cumprir sua parte no trato. E nessa dança de poder, quando o berimbau para, sempre há quem fique sem cadeira.

Resta saber quem traiu quem.
Ana Lúcia, que jurava independência e agora se vê presa ao jogo que dizia odiar?
Ou Majô, a nova soberana da Câmara, que promete renovação, mas governa sob as mesmas regras antigas?

Enquanto o público aplaude discursos inflamados, os verdadeiros movimentos acontecem nos bastidores, onde os sorrisos são ensaiados, as alianças são de seda e as facas, sempre afiadas.

E lá no fundo, na cadência dos acontecimentos, o som do atabaque começa a ecoar, marcando o compasso dessa trama.
Tum… tum… tum…
O ritmo aumenta, os corpos políticos se movem, e cada batida revela o que o povo ainda não ouviu: o poder dança conforme a música, mas quem segura o tambor, esse sim, dita o ritmo da história.

Daquela que não tolera injustiças, ama a pluralidade e te conta os segredos que não devem ser revelados dos bastidores,
muito Axé de Madame Savage.

Imagem gerada por IA

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