O ex-Rei do Algodão no centro da Sisamnes

Reportagem conta como uma engenharia jurídico-empresarial foi montada, ao longo de anos, para empurrar credores à exaustão
Por Sergio Ricardo, do site Sem Reservas, de Cascavel, no último dia 4, ressaltano que a reportagem reconstrói fatos, conexões e cronologia com base em decisões judiciais, análise de processos e documentos citados ao longo do texto. Onde cabível, os pontos são apresentados como alegações em investigação ou indícios constantes dos autos e de materiais vazados, de modo que qualquer leitor possa checar diretamente as fontes e concluir por si.
1) A engrenagem
Revelações recentes expõem uma rede intrincada de relações, atuação em tribunais e manobras processuais que, somadas, compõem uma engrenagem construída ao longo de anos. O desenho dessa máquina — com papéis atribuídos a personagens específicos, de nomes ilustres a figuras pouco conhecidas — teria aparelhado uma das mais longas e controversas recuperações judiciais do agronegócio, agora tangenciada pelo escândalo apelidado de Operação Sisamnes.
No epicentro surge o advogado Roberto Zampieri, assassinado em 5 de dezembro de 2023. A quebra de sigilo de seu telefone revelou conversas, tratativas e uma rede de contatos que impulsionaram a Sisamnes. Um ano depois, as apurações oficiais ainda carecem de conclusões materiais robustas, enquanto mensagens e bastidores seguem eclipsando a elucidação dos beneficiários, motivações e fluxos do esquema — pontos que, examinados de forma sistêmica, sugerem um plano antigo, contínuo e sofisticado com reflexos diretos sobre credores.
Dessa quebra de sigilo, que já nasceu de um vazamento, se descobriu uma imensidão de fofocas, tentativas de extorsões, mentiras e atuações dignas de um Oscar mas também uma rede de relacionamentos comerciais, advocatícios e o mais grave, alguns negócios espúrios, que com um ano de andamento, não chegou a nenhuma conclusão fática aparentando que o esforço da Policia Federal é muito mais para apurar as fofocas do dito Iphone do que os crimes em si, mas isso não se deve ao fato de tais negociatas não existirem e sim da falta de um aprofundamento profissional e olhar investigativo isento e comprometido com verdade e que transcenda as simples mensagens das redes sociais, apure os beneficiários, as motivações e que de fato demonstre a construção de um esquema antigo, perverso e sofisticado e, ai sim, indiscutivelmente criminoso.
A Sisamnes aponta para um aparente esquema envolvendo dois desembargadores do TJMT (João Ferreira Filho e Sebastião Moraes Filho, ambos afastados) e o gabinete de pelo menos 6 ministros do STJ (Maria Isabel Gallotti, Og Fernandes, João Otavio Noronha, Paulo Dias de Moura Ribeiro, Marcos Buzzi e atual relatora do caso Nancy Andrighi). Todos os ministros do STJ foram classificados como “não investigados”, pelo entendimento da justiça e da PF eles não devem respondem pelos seus gabinetes e nem são os responsáveis finais pelos atos de seus colaboradores contratados por escolha, sem concurso.
No Mato Grosso tudo indica que Zampieri tratava diretamente com os desembargadores locais e a relação no STJ era de responsabilidade do também investigado Andreson Gonçalves. Ambos seriam responsáveis pelo núcleo Mato Grosso – Brasília, a suposta abrangência de Andreson seria nacional e nas demais unidades da federação ele contava com outros prepostos.
2) O núcleo de relações e o papel de cada ator
Entre todos os investigados o que tinha laços mais próximos e profundos com Zampieri seria o seu amigo e associado, também advogado, Flaviano de Figueiredo Taques. Zampieri e Flaviano possuíam uma relação de amizade, sociedade e parceira em diversas frentes. Atuaram juntos em diversos casos e as investigações indicam forte atuação de Zampieri em favor de Flaviano junto ao des. João Ferreira Filho e Sebastião de Moraes Filho, inclusive com a divulgação de conversas em que Flaviano e Zampieri trocam minutas, combinam despachos, negociam valores e supostos repasses para julgadores, exigindo o resultado de suas negociatas. Negociam “novilhas” já que são lindeiros em uma propriedade agrícola que compraram juntos da mesma origem e com recursos do mesmo lugar e que ambos utilizavam como forma de justificar movimentações suspeitas.
Flaviano defendeu por muitos anos (até a operação Sisamnes o proibir de acessar qualquer prédio ou sistema da justiça) Gildo Mota da Silva, herdeiro de profissão, polêmico e controversa no mundo dos devedores contumazes de cifras multimilionárias, Gildo e seu filho, herdeiro do herdeiro, Leandro Mota. Flaviano atuou em defesa de Gildo e Leandro em diversas ações de cobrança, para o contexto aqui destacam-se duas: (i) Agropecuária Araguari contra José Pupin n. 1025542-91.2023.8.11.0041; e (ii) Cobrança de Rodrigo Rockenbach contra Leandro e Gildo Motta n.1009230-16.2018.8.11.0041.
O primeiro caso nasceu de um acordo muito suspeito e já denunciado à justiça entre José Pupin e Gildo Motta. No ano de 2016 José Pupin, já em RJ e sem nenhuma capacidade operacional, arrendou de Gildo Motta uma fazenda de sua copropriedade, Fazenda Araguari (vizinha da fazenda Malp), pelo prazo de 10 anos, passado apenas 03 anos eles desfizeram a parceria e Pupin. Apesar de ter perdido 7 anos de exploração e com direito a indenização pela quebra de contrato, José Pupin aceitou passar a situação de devedor confesso em favor da Araguari de Gildo no montante de 70.000 sacas de soja a simples título de multa extraconcursal. Em 2023, Flaviano e seu sócio no Mato Grosso Eumar Roberto Novacki, atuando como advogados de Gildo, Leandro e Araguari, inclusive à revelia do outro sócio da empresa Araguari, entraram com ação de cobrança contra José Pupin por essa confissão de multa. Flaviano atuou em sociedade com Novacki até seu afastamento em decorrência da operação Sisamnes, passando Novacki a atuar sozinho desde então.
Durante sua atuação, em favor de Gildo Mota, o advogado Novacki assumiu a Recuperação Judicial de José Pupin, atuando concomitantemente em ambos os processos por 60 dias, e então, possivelmente recordando o que prega o artigo 355 e seu parágrafo primeiro do Código Penal, substabeleceu o caso de cobrança para ninguém menos que sua prima, sócia e braço direito Renata Barcaro. Desta forma, ambos os advogados do escritório Peres e Novacki Advogados Associados, Novacki e Renata, atuam tanto como advogado do credor quando do devedor em Recuperação Judicial para os parceiros Gildo Mota e José Pupin.
Renata Barcaro, que atualmente reside em Brasília e tem sua sala de trabalha exatamente ao lado da ocupada por Novacki na sede da Peres e Novacki Advogados Associados não chega neste caso de mãos abanando. Ela atuou, entre os anos de 2010 e 2016, como imediata e braço direito de Afonso Dalberto, ex-presidente do Instituto de Terras de Terras de Mato Grosso – Intermar, preso em 2016, apontado na época como um dos líderes da conhecida e nacionalmente divulgada Operação Seven, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-MT), que apurou desvios milionários dos cofres do estado de Mato Grosso.
No segundo caso, importante no contexto, Gildo Mota é cobrado por Rodrigo Rockenbach por um negócio malsucedido entre eles referente a gleba São Sebastião, fazenda que José Pupin comprou de Rovilio Mascarello e entabulou acordo judicial com Alziro Pozzi e que em parte poderia pertencer ao pai de Rodrigo (Disney Muller Rockenbach). Pela análise dos processos n. 1009230-16.2018.8.11.0041 Gildo comprou, em 2014, esse litígio de Disney e Rodrigo contra José Pupin para se beneficiar em parceria com o próprio José Pupin, porém, como a estratégia deu errado, Gildo e Pupin deixaram de honrar com a família Rockenbach que passou a cobrar judicialmente os prejuízos de Gildo e de seu herdeiro Leandro. Demonstrando que a proximidade e os negócios controversos entre Gildo, Pupin, Flaviano e Novacki datam de muitos anos atras, mas sempre estiveram tangenciando a RJ de José Pupin, seja através de constituição de dívidas (multas) questionáveis, seja através de aventuras jurídicas ou mesmo através da manipulação de partes e processos em benefício próprio. Como prova incontestável da estratégia e da associação de Pupin e Mota é o fato de que o próprio Pupin, para livrar seu sócio Mota da dívida com Rockenbach chegou a assumir essa dívida e tentou classificá-la como concursal em sua RJ.
3) A revelação dos atores “Político Institucionais” e a Duplicidade processual como método
Nesse contexto surge o ex-policial militar do Estado de Mato Grosso Eumar Roberto Novacki. Novacki foi ajudante de ordens do ex-ministro da agricultura Blairo Maggi e através e graças a este passou a frequentar, como courier, o alto escalão dos poderes em Brasília. Após a saída de Blairo do ministério, Novacki iniciou sua carreira no exercício do direito, inclusive e principalmente para a família Maggi. Se associou ao ex-ministro do STJ, na ocasião recém aposentado, Nefi Cordeiro, em uma sociedade que ruiu rapidamente, mas começava assim a busca de Novacki pela manutenção de suas relações extra tribunais e de suposta influência.
Na busca por acessos privilegiados no Mato Grosso e em Brasília Novacki se associou com Flaviano Taques, sócio e parceiro de Zampieri e Andreson, inclusive servindo de cabo eleitoral para Flaviano na sua tentativa de assumir a vaga de desembargador pelo quinto constitucional da OABMT na eleição que ascendeu o atual desembargador Helio Nishiyama, assumindo também dezenas de processos que Flaviano já atuava, em sua grande maioria envolvendo controvérsias polêmicas e clientes mais controversos ainda, muitos deles em sociedade e com atuação de Roberto Zampieri e Andreson.
Quando Flaviano passou a figurar formalmente como investigado na operação Sisamnes Novacki assumiu a defesa do sócio passando a ter acesso privilegiado a todos os andamentos da operação. Novacki e Flaviano contam com o apoio do ex-delegado da Polícia Federal Raphael Vianna de Menezes no seu quadro colaboradores o que demonstra sua capacidade de acompanhar e até interferir no andamento das investigações, afastando de si e dos seus patrocinados a investigação e explicando, em partes, os motivos que levaram, mesmo após um ano da operação, a Polícia Federal estar presa em retóricas vazias, ilações alucinadas e falta de profundidade. Tudo isso somado a um dos maiores e mais sistêmicos e seletivos vazamentos do judiciário que tem levado a mídia a erros ao publicar matérias sem nenhuma investigação, comprovação ou profundidade.
Novacki, em sua escalada como advogado, ganhou alguma notoriedade quando passou a defender o ex-ministro da justiça do governo Bolsonaro, seu amigo íntimo, Anderson Torres. Segundo apontam as investigações no STF, foi no escritório de Novacki em Brasília que a chamada Minuta do Golpe foi redigida por Anderson Torres que com a defesa de Novacki foi condenado pelo STF a 24 anos de prisão, a 3ª maior pena imposta aos réus perdendo apenas para o próprio Bolsonaro (27 anos e 3 meses) e para o ex-vice-presidente general Braga Neto (26 anos).
É Novacki quem assina a execução da Agropecuária Araguari de Gildo e Leandro Mota contra José Pupin n. 1025542-91.2023.8.11.0041, é exclusivamente Leandro que outorga procuração para Novacki para advogar para a sociedade, e é ele quem permanece, até hoje, através de sua sócia e interposta pessoa Renata Barcaro, como advogado dessa causa, também é Novacki que agora surge como advogado de José Pupin em sua polêmica e interminável Recuperação Judicial, desta vez em parceria com um advogado desconhecido de Cuiabá chamado Bruno Balata e outra advogada, Thais Sversut Acosta.
A advogada Thais Sversut Acosta não chega neste grupo de forma desavisada, nenhum dos advogados, com exceção de Flaviano (em tese impedido tecnicamente de ajudar), possui qualquer conhecimento de Recuperações Judiciais. Thais é a peça que deveria trazer a técnica das RJ’s para a trupe de advogados novatos no tema. Os conhecimentos de Thais em RJ`s foi construído dentro do ERS Advogados, escritório pertencente a Euclides Ribeiro da Silva Junior, que se apresenta como o maior escritório de RJ’s do país e indiscutivelmente um dos que mais acumula casos de denúncia de fraudes e quebras de em todo o país.
Thais fez carreira junto com Euclides que também é muito conhecido por outra parceira, com Zampieri, é mais um dos investigados da operação Sisamnes que brota nessa história. Conforme vazamentos recentes Euclides possuía fortes e reprováveis relações com Zampieri e Andreson em casos de RJ`s tendo sido já revelado nesses diálogos e comprovado por troca minutas de votos de ministros do STJ antes deles serem juntados e que serviram para aprovação prévia de Euclides, isso em pelo menos dois casos. Euclides se utilizou com êxito dos trabalhos de Zampieri, o caso da Agropecuária Itaquerê e o caso Alessandro Nicolli são contundentes. Thais, apesar de já ter se retirado formalmente do escritório de Euclides, ao que tudo indica, segue muito próxima do ex-sócio e mentor. Tal qual Novacki e Renata, Euclides e Thais mantem relações de parceira em casos que é necessário atuação em ambos os polos. É em relação aos casos de Euclides que Andreson Gonçalves sentencia após mais uma vitória antecipada no STJ: “Euclides Feliz!”.
Exatamente como Novacki a Dra. Thais também atua ao mesmo tempo tanto como advogada de José Pupin como para credores contra José Pupin. No caso do credor Agrovenci – Lavoro (Processo nº 0012277-16.2015.8.11.0010) os defensores de José Pupin – Thais e Novacki – deixaram de apresentar defesa no último recurso que poderia salvar Pupin, perderam o prazo, e assim o credor, defendido pelos mesmos advogados, agora poderá avançar contra o patrimônio da RJ em desfavor de todos os demais credores. Thais, diferente de Novacki e sua sócia Renata, nem se preocupou em colocar um preposto, segue atuando para ambos os polos do litígio em descarada afronta ao código penal e ao código de ética da OAB.
Esse é o elenco que compõe toda uma sorte de manobras e atuações em conluio. Feita as apresentações resta contextualizar que todos esses personagens, partícipes desse enredo, não se juntaram hoje, remonta a migração de um bem-sucedido empresário de Maringá, no estado do Paraná, para uma vila no Mato Grosso chamada Posto Paraná que mais tarde viria a se tornar o próspero município de Campo Verde, o Sr. Antonio Pupin, pai de José Pupin e Carlos Roberto Pupin.
4) A origem do que está em jogo:
O Sr. Antonio, que dado a influência e o sucesso dá nome a uma parte da MT-140, rodovia que liga Campo Verde a Nova Brasilândia, fixou residência no Mato Grosso e construiu um império do agronegócio, vindo a falecer em maio de 2007, deixando uma imensa herança para os filhos ficando José, então com 57 anos, formado em engenharia pela prestigiada Mackenzie e sem nunca ter trabalhado um único dia da vida, com os bens do Mato Grosso e o ex-prefeito de Maringá, Carlos Roberto Pupin com os bens do Paraná. Assim nascia o Rei do Algodão no Mato Grosso, que com a morte do pai e afastando do irmão os bens do Mato Grosso, iniciou uma sanha descontrolada em busca de aparelhamento de processos judiciais através de interpostas pessoas e da atuação minimamente temerária de advogados buscando a compra de fazendas litigiosas, envolvimento em processos polêmicos e sempre rodeado de figuras controversas.
5) Os investimentos inconsequentes do herdeiro:
Em junho de 2011, apenas 4 anos após a morte de seu pai, José Pupin comprou da empresa RM Imóveis (empresa controlada por Rovilio Mascarello e Kelly Mascarello Mufatto, ele, pai de Kelly, empresário, já preso por diversos crimes mas em especial e recentemente por grilagem de terras no Piauí, ela esposa de um dos maiores empresários do ramo de supermercados do Paraná) a então chamada Fazenda Comil (Gleba São Sebastião), pelo valor de R$ 240 milhões e rebatizada por José Pupin de Fazenda GMB em homenagem aos seus três herdeiros (Gustavo, Marisa e Bruno). Essa fazenda já era uma área de litígios ferrenhos entre seus antigos proprietários, Antonio La Saigne Inglês e Alziro Pozzi frente a família Mascarello, assim como da Família Mascarello com Luiz Martelli que veio a falecer durante o litígio e de forma suspeita dentro da própria fazenda.
Essa propriedade, já foi objeto de compra e venda inúmeras e simultâneas vezes tanto por Antonio Inglês quanto por Alziro Pozzi e Rovilio Mascarello, inclusive Alziro Pozzi tendo vendido aproximadamente 5.000 hectares para Disney Rockenbach que por seu turno vendeu a Gildo e Leandro Motta que supostamente compraram em associação com José Pupin.
José Pupin, depois de se envolver conscientemente nessa confusão, de pagar milhões a família Mascarello, de assumir judicialmente pagamentos para a família Pozzi, se obrigou a renunciar a mais de 70% da área originalmente adquirida, parte em favor do próprio Rovilio Mascarello e em parte para a família Martelli. Como o litígio com Disney Rockenbach recaia sobre a área que sobrou para Rovilio, José Pupin e Gildo Motta decidiram não honrar com o acordo obrigando assim a família Rockenbach a executar Gildo e Leandro Mota, mas não sem que José Pupin não tentasse socorrer os parceiros tentando incluir as dívidas com Rockenbach em sua RJ.
José Pupin acabou vendendo seus direitos sobre a fazenda GMB através do único leilão promovido em sua Recuperação Judicial pelo valor de R$ 171 M, deixando seus parceiros Gildo e Leandro com uma execução multimilionária que vem obrigando os Motta a desviar seu patrimônio [n. 1002048-96.2020.8.11.0044 – IDPJ e Execução 0001039-44.2005.8.11.0044] para evitar pagarem essa dívida, mas que deixou uma parceria que busca novos frutos agora entre credor extraconcursal da Recuperação Judicial e devedor em Recuperação Judicial ambos com os mesmos advogados.
O litígio sobre a Fazenda GMB ficou conhecido internacionalmente pelo fato de José Pupin ter dado essa propriedade em garantia a gigante internacional do ramo de seguros Metropolitan Life Insurence (MetLife) para a captação de uma dívida originalmente de US$ 100 M que efetivamente desembolsou em favor de empresas do José Pupin nos Estados Unidos mais de USD 50 M, toda essa transação foi intermediada pela empresa Prospecta Consultoria [CNPJ 12.197.438/0001-90], prima irmã e com o mesmo controle de outra empresa apontada na operação Sisamnes, a Prospecta Empreendimentos Imobiliários Ltda [ CNPJ 09.813.740/0001-11], ambas geridas e representadas por Valdenir Gomes de Oliveira. Essa última ganhou uma ação de indenização por ato ilícito contra José Pupin n. 0041214-74.2014.8.11.0041, que contava, nos bastidores, com a defesa de Roberto Zampieri. O caso da Metlife ganhou muita evidência nos jornais internacionais depois da justiça desmontar um esquema de falsificação de documentos públicos e registros falsos que resultou em um processo criminal [n. 0000456-44.2014.8.11.0044] contra José Pupin, seu filho Bruno, e, resultou na exoneração do tabelião Antônio Francisco de Carvalho do Cartório 1º Ofício de Registro de Imóveis de Paranatinga (local de registro dessa propriedade) por conta desses fatos.
Outro conflito que o então Rei do Algodão se lançou após enterrar seu genitor foi em relação a Fazenda Reunidas ou Fazenda Olerol, desta vez contra a família Corso Neto, (Gleba Guerreiro) que José Pupin adquiriu em setembro de 2011 de diversos promitentes vendedores sendo um deles o advogado Roberto Zampiere, destacando que Roberto Zampiere nunca foi proprietário dessa fazenda, tendo atuado exclusivamente como advogado e como tal logrado êxito na obtenção de uma liminar em favor de José Pupin junto ao Des. Sebastião Moraes Filho, ainda no ano de 2011. Neste caso também existiu a participação de Gildo Mota através da tentativa de compra da Fazenda Malp (uma parte das terras da fazenda Reunidas em disputa), porém estas tratativas não resultaram em ações judiciais contra Gildo. Atualmente a fazenda Malp também está em litígio, dentro de uma RJ, a do frigorifico Redentor, Grupo Malp, e conta com a atuação de Euclides Ribeiro.
Por essa propriedade José Pupin pagou 2,1 milhões de sacas de soja, correspondente na época a R$ 95 M, repetindo suas investidas conscientes em litígios conhecidos e controversos e apostando nas soluções vendidas pelos seus advogados, porém, após o ministro Raul Araujo, do STJ, cassar a liminar concedida por Sebastião Moraes, José Pupin, em 2014, repetindo seu modus operandi, se arrependeu do negócio e entrou com uma ação buscando entre outras coisas: (i) suspender os pagamentos pendentes dessa disputa; (ii) reconhecer a ineficácia de um contrato entre Pupin e a renomada banca “candanga” Bettiol Advogados pois José Pupin alegava ter sua assinatura falsificada ou “montada”; e (iii) não pagar uma dívida com o empresário Valdir Piran em decorrência deste negócio. José Pupin não teve melhor sorte nessa investida, perdeu a ação contra os credores, teve que pagar judicialmente Piran e foi desmentido e obrigado a declarar que tinha de fato assinado o contrato que buscava a ineficácia além de ter sido condenado a pagar as dívidas e as verbas sucumbenciais resultantes dessa nova aventura jurídica. Fato é que desde 2011 a parceria de José Pupin com Roberto Zampieri e outros para obtenção de vantagens através da manipulação de processos remonta minimamente a uma década e meia, desde a morte de seu pai.
Em decorrência dessa compra desastrosa José Pupin também se negou a pagar a comissão para a empresa intermediadora, que ganhou na justiça o direito de receber mais de uma dezena de milhões de reais. A execução dessa empresa, a Prospecta Empreendimentos Imobiliários Ltda, contra José Pupin n. 0041214-74.2014.8.11.0041, é justamente o processo em que Roberto Zampieri, aparece em diálogos explicando que estaria atuando em nome de José Pupin, que contava com o escritório Finocchio e Ustra do seu lado, e em nome da Prospecta que tinha o advogado Allan Wagner Schmidel.
Todos os fatos, corroborados pelas conversas vazadas no âmbito da Operação Sisamnes demonstram que a ligação de Pupin com Zampiere remonta a pelo menos 15 anos atras, nunca foi estremecida ao longo dos anos e sugerem novas tentativas de interferência judicial. Em uma das trocas de mensagens com o lobista Andreson Gonçalves, Zampieri é questionado: “E o Pupin?”, Zampieri responde: “E o do Pupin acabei de resolver agora, vai julgar na sessão de 28/09, e resolvi com o Des. Sebastião. Tive que acomodar o filho dele.”. Na sequência Zampieri complementa a Andreson: “Pois ele deixou de atender o filho dele que estava pedindo a favor do Allan.”, segundo o relatório da PF, Allan Wagner Schmidel advogado da Prospecta.
Esses diálogos, que não podem ser prova de crime algum, apenas dão conotação do escopo de trabalho prestado por Zampieri e sua turma, ao longo dos anos e em especial desde abril de 2023 quando Pupin e Zampieri assinaram um novo contrato de prestação de serviços advocatícios de 12 milhões de reais que no momento da morte de Zampieri ainda tinha parcelas a vencer. Tudo indica que tanto Pupin quanto Zampieri tinha atitudes pouco republicanas e eram dados a se aventurar em imbróglios alheios e acumularam derrotas.
Também foi no primeiro semestre de 2023 que surge oficialmente Eumar Novacki nos processos que tem José Pupin como parte.
6) A gestão desastrosa
Após o fracasso nas investidas de compra de bens em litígios financiados com dinheiro de terceiros que acreditavam que estavam financiando o Rei do Algodão em suas lavouras, flagrado com matrículas falsas, registros falsos, com a ineficiência dos sistemas de liminares e com um total despreparo do engenheiro da Mackenzie para tocar os negócios herdados, em 2015, 7 anos após a morte do pai, José Pupin e suas empresas entraram em mais uma aventura judicial com o intuito de não pagar seus credores, o que vem dando certo a pelo menos 10 anos, ajuizaram pedido de Recuperação Judicial, patrocinados pelo escritório de advocacia Finocchio e Ustra e assessorado estrategicamente e financeiramente pela empresa Planner Consultoria – Walter Dallari.
Em um primeiro momento as pessoas físicas de José e Vera Pupin foram excluídas desta Recuperação Judicial de 2015 por determinação do TJMT que entendeu na época que o produtor rural deveria ter pelo menos dois anos de registro na junta comercial para gozar deste socorro jurídico, no entanto, em 2017, José e Verá Pupin, assim que atingiram os dois anos de registro, entram com uma nova RJ, desta vez das pessoas físicas. Desde então José Pupin, Vera Lucia Camargo Pupin e todas as suas empresas têm conseguido evitar o pagamento de mais de 1.000 credores, em duas RJ’s distintas, contam com mais de 1.100 execuções contra eles e já acumulam uma dívida extraconcursal de mais de R$ 1,7 bilhões, em sua maioria esmagadora, contraídas entre o pedido de RJ e o ano de 2020, justamente o período que exploraram agricultura em parceria com Gildo e Leandro Mota e que já contavam com o apoio de Novacki e Flaviano.
O último ano que a família Pupin exerceu atividade agrícola no Mato Grosso foi 2020, desde então todas as suas propriedades vem sendo exploradas, em regime de arrendamento, aluguel, por uma meia dúzia de gigantes do agro. Em um cálculo rápido e raso, os juros dos extraconcursais que seguem supostamente a regra básica de 1% ao mês acrescidos de INPC, geram um montante aproximado de R$ 25 M ao mês de juros, capitalizando mais de R$ 330 M ao ano. Estamos falando de mais de R$ 1 bilhão de juros legais, somente dos credores extraconcursais, em apenas 3 anos!
Além da dívida extraconcursal, após aprovar um segundo plano em ambas RJ`s, apresentados em 2024 pelos mesmos advogados e assessores desde 2015, Finocchio e Ustra e Planner, e que impôs um novo e maior deságio aos credores, as RJ’s dos Pupin ainda apresentam uma dívida concursal superior a R$ 1,3 bilhões, em grande parte inadimplida, isso significa dizer que a dívida total de José e Vera Pupin superam a marca de R$ 3,00 bilhões de reais, isso com os deságios já aplicados! Essa dívida cresce a uma velocidade vertiginosa, sem contar com as dívidas tributárias que vem acumulando descumprimentos de acordos, de parcelamentos e execuções, inclusive com apropriação indébita que tem resultado em novas ações criminais.
No processo de recuperação, em avaliação juntada pelo próprio José Pupin em 2024, a totalidade dos bens e direitos foram avaliados em menos de R$ 2,9 bilhões a valor de mercado, esse valor nunca é alcançado em um processo em vias de falência, ou seja, a totalidade dos bens já não cobrem mais as dívidas, tecnicamente José Pupin, sua esposa e suas empresas já são uma falência em andamento.
O que leva a concluir que caso o patrimônio seja alienado, até o final deste ano, pelo valor de avaliação, o que serve apenas como exercício uma vez que não considera a morosidade da justiça seria arrecadado menos de R$ 2,9 bilhões que deverá satisfazer os extraconcursais, por terem preferência legal, que em dezembro já terão atingido a marca de R$ 1,9 bilhões, restando no máximo R$ 1,00 bilhão para os concursais que possuem, após sucessivos deságios, R$ 1,3 bilhões para receber. A dívida já é novamente impagável.
Em estimativas conservadoras pode-se assegurar que sem os deságios já aplicados aos credores a dívida total da família Pupin passaria facilmente de R$ 5 bilhões de reais.
7) O golpe final
Agora José Pupin, com o falecimento de Zampieri, se obrigou a revelar sua associação com Eumar Novacki, Thais Sversut e Balata e partiram para uma nova aventura jurídica. Ele, através dos “novos/velhos” advogados que, devido a uma autodeclarada incapacidade intelectual supostamente imposta pela falta de discernimento, de aptidão aos negócios e pela idade avançada, hoje com 75 anos, e ainda por ter sido assessorado nos últimos 10 anos por assessores (Finocchio e Ustra e Walter Dallari), segundo Pupin e Novacki, descuidados e potencialmente cooptados pelos credores, teria sido apeado da administração de seus bens, que ativos teriam sido desviados e que os credores se uniram para prejudicá-lo.
Mesmo com acusações tão sérias os advogados de Pupin não apontaram até o momento um único bem que tenha sido desviado, um único ato de gestão que tenha sido praticado por outra pessoa que não o próprio José Pupin ou qualquer documento que corrobore as acusações. Repete-se aqui o caso Bettiol e todo um Modus Operandi.
Em resposta os credores têm se movimentado no sentido de contratar empresas de renome internacional para apurar os fatos, auditar todos os atos desde o pedido de RJ e esclarecer todas as denúncias através de documentos e opiniões isentas. Foi constituído um Comitê de Credores, nos termos da lei de falência, para fiscalizar todos os atos e denúncias.
Os pedidos de falência já estão se acumulando e as denuncias de descumprimento dos planos aprovados, de inadimplência com o fisco e com trabalhadores começam a delinear um novo desfecho que pode finalmente por um ponto há todo esse imbróglio e que por força de lei cancelará todos os deságios e levará de volta a dívida ao pagar de R$ 5 bilhões cujo patrimônio não alcançaria nem 60% no melhor dos cenários.
Com esses novos desdobramentos, acusações de todos os lados, indícios de fraudes e tudo o mais que possivelmente atravancará esse processo, sem uma falência, é de se esperar um atraso de pelo menos 3 anos para um desfecho de um processo que estava em vias de efetuar um leilão previsto no plano apresentado por Pupin, quitar os credores da melhor forma possível e encerrar essa celeuma, porém, pela ordem natural, com os juros no tempo, com José Pupin confessando multas extraconcursais, contratando diversas “novas” e caras bancas de advogados, em 3 anos não restará absolutamente nenhum patrimônio para os concursais ou tributário.
A questão então é porque um devedor se lançaria em uma aventura dessas? É neste cenário de terra devastada que a estratégia de José Pupin e sua nova equipe de advogados devem apostar. Se vender tudo hoje não será possível pagar todas as dívidas e por consequência não sobra nada para eles, se vender isso ocorrer daqui a três anos pagará menos ainda, mas eles ganham 3 anos de emparelhamento e cooptação do processo, serão três anos pagando os novos advogados, seguirão “pilotando” o caixa de uma empresa que não possui nenhum funcionário, não arrecada nenhum centavo de tributos, não presta nenhum serviço a sociedade, mas segue alimentando um sistema nocivo, predador e parasitário que já destruiu uma das maiores heranças do país em benefício de um rei nu.
Os fatos isolados como, trocas de mensagens, um ou outro processo, não configuram cooptação ou aparelhamento do sistema judicial em benefício de quem quer que seja, o que comprova é a demonstração inequívoca de um modus operandi que atua há décadas, com beneficiários claros, com acordos e conchavos claros e que se retroalimenta, em um sistema parasitário em arrepio a um trabalho investigativo sério e a uma justiça lerda e cega por seletividade beneficiando devedores ardilosos que encontram advogados controversos e aventureiros em busca de honorários multimilionários. A associação de José Pupin com seus “novos” apoiadores não tem o condão de esclarecer fatos, preservar a empresa, ou exercer a função social, é uma agremiação de personalidades comprovadamente controversa, com histórico e atos que falam por si só, com o único objetivo de se utilizar do sistema judicial para enriquecimento próprio.
O resultado previsível é um rombo crescente e a inviabilização do pagamento aos credores concursais e ao Fisco. É um plano único, orquestrado, de longo curso, para neutralizar credores.
8) Os personagens e suas relações [ver ilustração]
A) Leandro Mota e Gildo Mota (filho e pai respectivamente) – Parceiros de negócios de José Pupin há muitos anos e clientes de Eumar Novacki, Renata Barcaro e Flaviano Taques;
B) Flaviano Kleber Taques Figueiredo – Advogado de Gildo e Leandro Motta, associado e cliente de Eumar Novacki e Renata Barcaro. Flaviano aparece em inúmeros diálogos com Roberto Zampiere supostamente negociando decisões e pagamentos à desembargadores. É apontado como o intermediário entre Novacki, Zampieri e Andreson;
C) Eumar Roberto Novacki – Associado de Flaviano Taques em diversos casos no MT, advogado de José Pupin, advogado da empresa Agropecuária Araguari (pertencente à família de Gildo Mota) contra José Pupin, primo, sócio e empregador de Renata Barcaro, advogado de Flaviano Taques na operação Sisamnes. Supostamente utilizava os serviços de Zampieri e Andreson através de seu sócio no MT, Flaviano Taques, inclusive assumiu integralmente a defesa de Flaviano no âmbito dos inquéritos da operação Sisamnes e assumindo integralmente inúmeros processos após os impedimentos impostos pela Sisamnes à Flaviano.
D) Thais Sversut Acosta – Ex-empregada e associada e atualmente mentorada de Euclides Ribeiro; advogada de José Pupin em conjunto com Eumar Novacki; Advogada do credor (contra) José Pupin, Agrovenci (Lavoro); preposta de Euclides Ribeiro em diversos casos;
E) José Pupin – em recuperação judicial em conjunto com sua esposa Vera Lucia Camargo Pupin; Cliente de Eumar Novacki e Thais Sversut Acosta; Executado por Eumar Novacki e Thais Sversut Acosta; Parceiro de Gildo e Leandro Motta no litígio da fazenda GMB contra Rodrigo Rockenbach. Pupin e a família Mota também eram sócios na exploração agrícola da Fazenda Araguari. Teve ao seu lado inúmeras vezes o falecido advogado Roberto Zampieri tendo registros públicos de parceria e desentendimentos entre eles, idêntico ao que ocorreu com a família Mota, nos casos da Fazenda Reunidas e no mais recente vazamento da operação Sisamnes com relação a empresa Prospecta e o desembargador Sebastião Moraes;
F) Andreson Gonçalves – Investigado na operação Sisamnes como sendo, em conjunto com Roberto Zampieri, os mentores de um suposto esquema de venda de decisões judiciais ficando a cargo de Andreson as negociatas junto ao Superior Tribunal de Justiça e de Zampieri junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso;
G) Roberto Zampieri – Advogado de Cuiabá assassinado em dezembro de 2023 com mais de 10 tiros na frente de seu escritório. Pivô da operação Sisamnes, parceiro e sócio de Flaviano Taques, foi através das descobertas feitas após a quebra de sigilo de seu aparelho celular que nasceu a operação Sisamnes. Atuou em conjunto com Flaviano Taques para obter acordos junto aos processos de José Pupin e Gildo Mota. Atuou para José Pupin em diversos casos, desde 2011, seu último contrato, de 12 milhões de reais, foi assinado 6 meses antes de seu assassinato e ao que tudo indica ainda vinha sendo pago, para que este, supostamente, intervisse em favor de José Pupin no processo da Prospecta; e
H) Euclides Ribeiro da Silva Junior – dono de um dos maiores escritórios de RJ’s do país (ERS Advogados), ex-sócio e mentor de Thais Sversut Acosta, investigado na operação Sisamnes por supostamente adquirir decisões para seus clientes (Grupo Itaquerê e Alessandro Nicolli revelados até o momento) através dos serviços de Zampiere e Andreson;
1) Gildo e Leandro Motta <–> Eumar Novacki (em sociedade com Flaviano Taques e Renata Barcaro);
a. Agropecuária Araguari vs José Pupin – Eumar e sua sócia atuam para ambos os lados;
b. Leandro e Gildo Mota vs Agropecuária Bom Jesus –
c. Rodrigo Rockenbach vs Gildo e Leandro Mota;
2) Gildo e Leandro Motta <–> Flaviano Taques;
a. Principal advogado de Gildo e Leandro Motta, em sociedade com Eumar Novacki.
i. Ação 1009230-16.2018.8.11.0041 – Rodrigo Rockenbach vs Leandro e Gildo Mota;
b. Novacki e Flaviano atuaram em conjunto em diversas ações, negociações e tentativas de acordo, em nome de Gildo e Leandro Motta
i. EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL Nº 0001039-44.2005.8.11.0044 (FIDC AFARE X GILDO MOTTA DA SILVA) – Eumar Novacki atuou por: Gildo Motta da Silva
ii. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA Nº 0029558-38.2005.8.11.0041 (FIDC AFARE X CURTUME UNIAO LTDA e GILDO MOTTA DA SILVA) – Eumar Novacki atuou por: Gildo Motta da Silva
iii. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA Nº 0004928-78.2006.8.11.0041 (FIDC AFARE X CURTUME UNIAO LTDA, GILDO MOTTA DA SILVA e AYLTON RODRIGUES NETO) – Eumar Novacki atuou por: Gildo Motta da Silva
iv. AÇÃO MONITÓRIA Nº 0006318-83.2006.8.11.0041(FIDC AFARE X CURTUME UNIAO LTDA, GILDO MOTTA DA SILVA, AYLTON RODRIGUES NETO e NAJILA JOMAA MOTTA DA SILVA). Houve Apelação. Agravo em Recurso Especial (conhecido, para negar provimento ao REsp.) Eumar Novacki atuou por: Gildo Motta da Silva
v. CARTA PRECATÓRIA CÍVEL Nº 0001825-78.2011.8.11.0044 (FIDC AFARE x GILDO MOTTA DA SILVA e ASCOPE- COOPERATIVA DOS PRODUTORES RURAIS DA COMUNIDADE SAGRADO CORACAO DE JESUS DO PARANA DA EVA) Eumar Novacki atuou por: Gildo Motta da Silva
vi. AÇÃO ORDINÁRIA DE NULIDADE CONTRATUAL COM PEDIDO DE CONCESSÃO DE CAUTELA DE URGÊNCIA N.º 0001817-60.2017.8.11.0022 (JOTTA PARTICIPACOES E EMPREENDIMENTOS LTDA X BOM JESUS AGROPECUARIA LTDA; BAF LATAM TRADE FINANCE FUND e NELSON JOSE VIGOLO e EDILENE PEREIRA MORAIS VIGOLO) – Eumar Novacki atuou por: Jotta Participações E Empreendimentos.
vii. PRODUÇÃO ANTECIPADA DA PROVA N.º 1008616-91.2019.8.11.0003 (LEANDRO MOTTA DA SILVA X BOM JESUS AGROPECUARIA LTDA; AGROPECUARIA ARAGUARI LTDA; ABJ COMERCIO AGRICOLA LTDA e outros (14) – Eumar Novacki atuou por: Leandro Motta da Silva.
viii. DISCRIMINATÓRIA N.º 1023701-83.2020.8.11.0003 (LEANDRO MOTTA DA SILVA X ABJ COMERCIO AGRICOLA LTDA e outros (11)) – Eumar Novacki atuou por: Leandro Motta da Silva.
3) Flaviano Taques <–> Eumar Novacki
a. Associados em diversos casos no Mato Grosso, até se desencadear a operação Sisamnes, quando separaram a sociedade no papel.
b. Eumar Novacki representa Flaviano Taques, investigado da operação Sisamnes.
c. Eumar “trabalhou” nos bastidores para a candidatura e indicação ao quinto constitucional no MT;
4) Thais Sversut Acosta <–> Eumar Novacki
a. advogada de José Pupin nos autos da Recuperação Judicial em conjunto com Eumar Novacki, entra como a parceira ideal e estratégica para Novacki dado seu conhecimento na área de RJ’s, adquiridos em anos de trabalho junto ao seu mentor Euclides.
5) Gildo e Leandro Motta <–> José Pupin;
a. Parceria na Compra dos direitos de Disney e Rodrigo Rockenbach no litígio da gleba São Sebastião (renomeada por José Pupin para Fazenda GMB);
b. Parceira agrícola na fazenda Araguari que deu origem a multa que a Agropecuária Araguari cobra de José Pupin e que Eumar Novacki e Renata Barcaro atuam para ambos os polos;
6) Eumar Novacki <–> José Pupin
a. Advogado atual de José Pupin nos autos da Recuperação Judicial;
b. advogado da empresa Agropecuária Araguari e da família Motta, atuando contra José Pupin; Ou seja, atua a favor e contra o devedor de forma concomitante
7) Flaviano <–> Andreson
a. Flaviano é apontado na operação Sisamnes como o intermediário entre Novacki, Zampieri e Andreson nos casos que necessitavam de atuação no STJ. Flaviano consumia os serviços oferecidos por Zampieri, que por sua vez, demandava da intermediação de Andreson
8) José Pupin <–> Thais Sversut
a. advogada de José Pupin nos autos da Recuperação Judicial em conjunto com Eumar Novacki;
b. Atua em favor de credor (Agrovenci-Lavoro) em ação contra o devedor (José Pupin;
9) Flaviano <–> Zampieri
a. Através da quebra de sigilo do aparelho celular que nasceu a operação Sisamnes, constando diversos diálogos entre Zampieri e Flaviano, considerando seu amigo íntimo. Indícios que Zampieri atuava junto com ao Des. João Ferreira Filho e Sebastião de Moraes Filho em favor de Flaviano;
10) Zampieri <–> Andreson
a. Ante ao que se sabe da operação Sisamnes existem fortes e reprováveis relações com Zampieri e Andreson, destacando-se dois casos em que Euclides se utilizou com êxito dos trabalhos de Zampieri, o caso da Agropecuária Itaquerê e o caso Alessandro Nicolli;
b. Indícios de Atuação em conjunto para dar ganho de causa ao processo da Prospecta movido contra José Pupin,
11) Zampieri <–> José Pupin
a. Atuou para José Pupin em diversos casos, desde o ano de 2011, como exemplo na compra uma fração da Fazenda Reunidas de Zampiere, a qual nunca foi dono, mas tendo atuado exclusivamente como advogado logrando êxito na obtenção de uma liminar em favor de José Pupin junto ao Des Sebastião Moraes;
b. Supostamente, seu último contrato com José Pupin seria para que intervisse em favor de José Pupin no processo da Prospecta;
12) Família Motta <- ->Zampieri
a. Zampieri supostamente atuou em favor da Família Motta como interposto de seu sócio Flaviano;
b. Atuou em nome de Gildo Motta em tentativas de acordo em litígios da família Motta.
13) Euclides Ribeiro <- -> Zampieri
a. Zampieri atuou em conjunto com Andreson nos casos de dois clientes de Euclides Ribeiro, quais sejam, Agropecuária Itaquerê e Alessandro Nicolli.
14) Euclides <- ->Thais
a. Euclides foi mentor de Thais, a qual trabalhou muitos anos no escritório ERS, um dos mais controversos em RJ’s no país, ondou construiu sua carreira.
Ilustração: Reprodução/Semreservas.inf.br
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