“Quem rompeu com Bolsonaro fui eu”, revela a tornozeleira

As dores, as delícias e os dilemas de uma incansável sentinela
De Renato Terra, na revista piauí:
Passava das dez horas da noite quando veio a primeira pontada quente. Os cômodos da casa estavam silenciosos. Todos dormiam. A tornozeleira eletrônica começou a arder. Em poucos instantes, veio inevitável derretimento. O momento de desespero durou mais de duas horas. “Aguentei firme porque sabia que não havia outro caminho para romper aquela relação tóxica”, revelou a tornozeleira, ainda em estado de choque.
O ferro de solda foi o clímax de um desentendimento que durava semanas. Testemunhas afirmam que Jair Bolsonaro vivia dizendo para o irmão que ia encontrar provas de que as tornozeleiras eletrônicas são fraudadas. “Ele olhava para mim com raiva e falava que eu tinha sido fabricada na China. Chegou a me bater contra a quina da estante dizendo que eu parecia um walkman paraguaio”, desabafou a tornozeleira.
Segundo especialistas, as tornozeleiras eletrônicas são treinadas para suportar longos períodos de pressão. “Além da de uma carcaça resistente que aguenta os mais pesados solavancos e longos períodos sem higienização, todas passam por um extensivo treinamento psicológico. Elas saem da fábrica sabendo que vão andar grudadas nas canelas de todo tipo de meliante”, explicou Rodrigo Pimentel. Leia mais.
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