O pior não é a previsível incompetência dos CCs, isso é quase decorativo na administração pública. O verdadeiro escândalo é a escolha dos cabeças do governo
Ah, Maringá… cidade de promessas e luzes que teimam em apagar-se sob a sombra de um prefeito ausente. Silvio Barros II deve estar encantado com seus próprios discursos, mas a verdade é cruel: um ano de mandato e o saldo é desolador. Derrotas se acumulam, projetos se arrastam e o gás da gestão simplesmente evapora.
Enquanto Londrina brilha com um Natal digno, Maringá tenta se contentar com um espetáculo mixuruca, que mais parece um suspiro sem fôlego. Não se enganem, meus caros, o reflexo é fiel: essa é a marca de uma administração que gira em torno de uma única visão, a do próprio prefeito. Inteligente, sem dúvida, mas a inteligência não basta quando falta diálogo com quem constrói a cidade: o povo.
E entre uma viagem e outra, justificativas são fabricadas com a precisão de uma novela de época. A última joia? “Fui o único prefeito convidado pela ONU, passagem paga.” Queridos, ninguém está pedindo selfies internacionais; o que a população quer é cuidado, atenção, presença. A cidade não espera aplausos do exterior, ela exige ação aqui, na esquina de casa, na rua que precisa de conserto, no Natal que deveria brilhar.
O pior não é a previsível incompetência dos CCs, isso é quase decorativo na administração pública. O verdadeiro escândalo é a escolha dos cabeças do governo. Indicações do próprio grupo, que mais parecem reflexo de vaidade e ego do que compromisso com a cidade. Um ano passou e esperava-se muito mais do que desculpas e lamentações.
Pergunto-me: até quando a população vai tolerar gestos vazios, desculpas sofisticadas e viagens convenientes? Silvio Barros II, a cidade é sua cena e o povo é seu público. Hora de encantar, não de se esconder. Madame Savage seguirá atenta, porque assim como seus eleitores acha que Maringá marece mais, e o teatro político não aceita amadores.
Daquela que brilha e não apaga as vontade do povo, Madame Savage.
