‘Grandes discursos’


Quem quiser conhecer o teor do meu discurso, tive o cuidado de mandar publicar ele no jornal que sai amanhã
Um amigo e colega de Banco do Brasil, Orlando Lisboa de Almeida, fez uma postagem, que vou resumir:
Dentro dos meus 31 anos de Banco do Brasil, em 2008 por aí. dentro da minha área de agronomia, fui convidado em Maringá para ministrar no período noturno umas aulas para o curso de Gestão do Agronegócio na Unicesumar. Pois bem. Tinha que fazer o Exame de saúde admissional. E lá fui no médico do ramo e era o Dr Carlos e sobrenome que não me recordo. Ele viu minha ficha e já brincou: Isso aí, tendo saúde, é bom trabalhar. Eu gosto do que faço e já tenho que mentir a idade para continuar exercendo a medicina. E ele perguntou se por acaso eu me formei na cidade dele. E eu disse que me formei na Esalq, em Piracicaba. Ele disse. Ah, tá. É que eu sou de Viçosa e meu pai foi dono da área onde depois fundaram a UFV. E meu pai inclusive falava em Inglês. Tinha um professor que era Norte-Americano e falava o português muito arrastado. Era muito respeitado. Estava um calor de dezembro, foi uma das formaturas e convidaram o tal para Paraninfo. Salão lotado, calor danado, falas e mais falas e chegou a vez o tal Professor Dr. Ele puxou umas cinco laudas do bolso, pôs o óculos de leitura, encarou o microfone e o povo imaginou que entrou numa roubada convidando o homem para paraninfo e agora com aquele calor e um discurso longo… Mas não. O homem agradeceu por terem convidado ele, ergueu a papelada e disse: Quem quiser conhecer o teor do meu discurso, tive o cuidado de mandar publicar ele no jornal que sai amanhã. Muito obrigado!!! Foi aplaudido como nunca. Um grande discurso!!.
Meu comentário (Akino): Lembrei que quando cheguei ao cargo de gerente do BB, jovem com 34 anos, um dos meus maiores desafios foi fazer discursos, em solenidades e como ‘ autoridade’, volta e meia era convidado, em eventos políticos, e nas atividades normais do Banco. Nunca consegui falar de improviso. Sempre preparava textos curtos em falas de no máximo 5 minutos, geralmente a metade. Passados muitos anos, já aposentado, fui convidado para fazer palestras sobre Espiritismo, no CE Jesus de Nazaré e relutei muito até aceitar. No começo foi muito difícil, mas hoje os 50/60 minutos passam sem que eu perceba e sem tremedeiras. Sei que estou longe de ser um palestrante, mas já me considero um ‘palestrador’. Alguns dizem que já faço ‘grandes discursos’.
Foto: Freepik
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