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Reitor insiste em ‘prática personalista’

Leandro Vanalli reapresenta ao COU proposta já rejeitada; Sesduem considera que ela apenas abre caminho para perpetuação de grupos no poder, enfraquecimento da democracia interna e práticas personalistas que nada têm a ver com uma universidade pública

A Sesduem – Seção Sindical dos Docentes da Universidade Estadual de Maringá, publicou hoje que o reitor da UEM, Leandro Vanalli, enviou diretamente ao plenário do Conselho Universitário a proposta que já havia sido rejeitada anteriormente da Câmara do COU, de reeleição da reitoria.

“A manobra visa permitir reeleições em todos os cargos eletivos não resolve nenhum problema estrutural, apenas abre caminho para perpetuação de grupos no poder, enfraquecimento da democracia interna e práticas personalistas que nada têm a ver com uma universidade pública”, diz a entidade. “Não podemos permitir que um projeto que ignora as causas reais dos problemas, como falta de docentes, remuneração baixa, infraestrutura precária e sobrecarga, seja usado como justificativa para esticar mandatos e concentrar decisões” (veja ao final).

A proposta enviada pelo reitor da Universidade Estadual de Maringá propõe alteração no estatuto da instituição. A principal mudança sugerida é a possibilidade de reeleição para cargos eletivos (coordenação de curso, chefias de departamento, conselhos, diretorias de centro e reitoria). A justificativa apresentada: falta de candidatos devido ao número reduzido de docentes efetivos.

A Sesduem considera a justificativa do reitor falha e superficial. Defende que a questão da reeleição para a reitoria seja submetida a plebiscito da comunidade universitária, pois múltiplos mandatos podem favorecer personalismo, perpetuação no poder e corrupção. Em assembleia realizada em 17 de julho os docentes decidiram por unanimidade se posicionar contra a reeleição de cargos eletivos.

Em documento, a entidade rejeitou a proposta de reeleição ampla apresentada pelo reitor da UEM, argumentando que os problemas da instituição são estruturais e não serão resolvidos com a medida. A categoria docente se posiciona contra a reeleição e pede maior debate interno.

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