Vereadora maringaense que defendeu a ditadura militar também será alvo de manifestação presencial nesta terça-feira
Partidos políticos, sindicatos e movimentos lançaram nota de repúdio às declarações da vereadora Giselli Bianchini (PP), que na semana passada subiu à tribuna e com um boneco de um presidiário na mão elogiou os militares pela implantação da ditadura em 1964. Foi na sessão ordinária da quinta-feira e não foi sua primeira manifestação contra a democracia, o que pode ensejar falta de ética e decoro.
Bianchini, que nasceu em 1982, comandou atos antidemocráticos para evitar a posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defronte o Tiro de Guerra.
Confira o teor da nota:
A ditadura promoveu detenções ilegais, torturas, execuções, desaparecimentos forçados e a completa supressão das liberdades democráticas. Inclusive nesta Casa Legislativa, representantes eleitos pelo povo foram cassados, perseguidos e forçados ao exílio, assim como inúmeros militantes e sindicalistas que sofreram prisão e tortura.
A Câmara de Vereadores precisa urgentemente proibir esse tipo de manifestação, pois configuram crime de ódio, violam frontalmente os direitos humanos e alimentam ações que ameaçam a democracia.
Exaltar a ditadura é fazer apologia à violência, à tortura e ao ataque à organização dos trabalhadores, mascarando os reais interesses do capital, que está sempre orientado pelo lucro, aumentando a exploração do povo e da natureza.
Ditadura nunca mais!
Punição aos golpistas, torturadores e assassinos!
Quem quiser assinar a nota pode acessar aqui. As declarações de apoio à ditadura feitas pela vereadora, que se destaca pela apresentação de projetos inconstitucionais, apesar de ter OAB, motivarão ainda uma manifestação na frente da Câmara Municipal de Maringá nesta terça-feira, dia de sessão ordinária, às 9h.
