Na escola na vida não há férias


Que ao final de mais um ano, possamos fazer um exame de consciência para analisarmos como estamos indo
Recebi o texto, de uma amiga, reproduzo e complemento: “Não há férias na escola da vida. Ninguém pergunta se você quer se matricular. Basta nascer e já está inscrito. Não há uniforme, não há carteira marcada. E o período letivo… ah, esse nunca acaba.
O curioso é que, nessa escola, somos alunos e professores ao mesmo tempo. Mas o grande mestre é o tempo — esse professor exigente, paciente e, às vezes, severo. Ele não dá aviso prévio de prova. Um dia você acorda e lá está: o teste na mesa. E se não estudou, não adianta pedir recuperação.
Algumas matérias são leves: amor, amizade e alegria. Outras exigem mais esforço: paciência, tolerância, perdão. Tem também aquelas disciplinas que a gente preferiria não cursar: dor, perda, solidão. Mas é com elas que o aprendizado se aprofunda.
O diretor da escola — que muitos chamam de Deus — tem um jeito todo particular de preparar as lições. Às vezes, ensina pelo afeto; outras, pela dificuldade. E assim vamos acumulando notas, sem boletim impresso, mas com um registro invisível no coração.
Nos conflitos, aprendemos a valorizar a paz. Na escassez, descobrimos o suficiente. Ao ver injustiças, treinamos a empatia. E, no convívio diário, aprendemos a arte difícil de amar o próximo — lição que alguns repetem por anos e anos sem conseguir passar.
Não há férias nessa escola. O sinal não toca para encerrar o expediente. Cada dia é uma nova aula. E talvez o diploma final seja a serenidade de olhar para trás e dizer: “Aprendi, errei, mas aprendi. Vivi a lição até o último capítulo.”
Meu comentário (Akino): O que se pensa que seja o último capítulo, o final da vida, na verdade é apenas de uma existência. A vida não termina com a morte, pelo contrário, continua mais viva do que nunca. Não há descanso eterno, não há férias, pode haver um período de tratamento médico, algumas vezes em ‘hospital psiquiátrico’. Que ao final de mais um ano, possamos fazer um exame de consciência para analisarmos como estamos indo. Que o deputado Sóstenes Cavalcante, por exemplo, entenda que reprovou na matéria verdade, honestidade, fidelidade ao ‘Professor da Vida’. Que Bolsonaro e tantos outros, que pensaram que dando um golpe de estado estariam se dando bem na vida, se arrependam, sinceramente, pois terão novas chances de ‘passarem de ano’, na grande escola da vida. Generais, jovens delegados de PF, e outros que erraram e erraram feito.
Foto: Olivia Kim/Unsplash
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