Venezuela: invasão terrestre ou genocídio?


Cercar o país a ser ocupado, a estratégia dos Estados Unidos
A estratégia dos EUA é sempre a mesma: cercam o país a ser ocupado. A crise interna segue progressivamente insuportável. Em desespero, a população se exaspera. O governante do país assediado tenta esconder- se. Sadam Hussein refugiou-se num buraco.
Quando avistei Noriega do Panamá, ele já se encontrava escondido em áreas montanhosas e com ampla cobertura florestal denominadas El Chiriqui e El Chorrilho. Ele mesmo chegou a dizer que a invasão estadunidense já havia ocorrido. Que os parlamentares latino- americanos por ele convidados seriam no máximo testemunhas de mais uma agressão implacável do império. Que a ele doía muito presenciar voos rasantes de aviões de guerra norte- americanos principalmente sobre os redutos pobres do Panamá. Afirmou humildemente que toda a força aérea panamenha se reduzia a seis aviões equipados unicamente com recursos de atendimento à saúde dos indefesos ou vítimas de acidentes.
No momento, a crise econômica da Venezuela é sem precedentes. O principal suporte econômico do país é o petróleo e a apreensão ou ataque puro e simples a barcos petroleiros aprofunda uma crise em que o país se arrasta há longo tempo. Aproximadamente 7.500milhões de venezuelanos já fugiram do país, tendo como destinos o Brasil, a Colômbia e o Peru.
Em Maringá, a principal etnia estrangeira aqui radicada é a venezuelana.
A confirmar-se o ataque terrestre de Trump a Venezuela, um genocídio sem precedentes haverá de se consolidar bem perto de nós.
(*) Tadeu França, ex-deputado federal constituinte
Foto: Alyssa Joy/Marinha dos EUA
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