Em 2025 Maringá cresceu no Ranking de Competitividade dos Municípios

No primeiro ano do novo mandato de Silvio Barros II (PP), Maringá subiu duas posições no Ranking de Competitividade dos Municípios em relação a 2024 e também registrou abertura de mais de 2,2 mil empresas que em relação ao ano anterior
Em 2025, primeiro ano da terceira gestão do prefeito Silvio Barros II (PP), Maringá subiu no Ranking de Competitividade dos Municípios, crescendo duas posições em relação a 2024, último ano da gestão Ulisses Maia (PSD). Em 2021 Maringá chegou a ficar no 17º lugar do ranking geral.
Maringá passou de 9º para 7º lugar, com os melhores registros nas áreas de telecomunicações (+91), segurança (+55), acesso à saúde(+49), saneamento (+24) e sustentabilidade fiscal (+19). Os indicadores estão melhores que em 21 capitais brasileiras; as cinco primeiras do ranking são capitais
O ranking é desenvolvido pelo Centro de Liderança Pública (CLP), uma ferramenta que avalia a eficiência da gestão pública em 418 cidades brasileiras com mais de 80 mil habitantes, o que inclui as capitais. Ele utiliza 65 indicadores, divididos em 13 pilares temáticos nas dimensões de instituições, sociedade e economia, com foco em medir a capacidade dos governos locais de gerar bem-estar para a população e atrair investimentos.
Entre os potenciais estão o saneamento, cobertura da coleta de resíduos sólidos e, como desafio, a cobertura de abastecimento de água, serviço prestado pela Sanepar, que é estadual, onde houve uma queda para a 173ª colocação. Em qualidade de educação o crescimento em relação a 2024 foi de 15 posições e a 8ª posição no Ideb, com queda para a 143ª no Enem. A principal queda foi a qualidade de saúde, que caiu 17 posições, enquanto ocupa o 1ºlugar na mortalidade materna e está na 141ª posição no quesito mortalidade na infância.
Entre as posições que Maringá melhorou em 2024 também estão a qualidade de educação (subiu 15 posições em relação ao último ano da gestão anterior), funcionamento da máquina e meio ambiente. A maior colocação por indicador levantado foi a 7ª posição em saneamento e a menor, 356ª em meio ambiente.
De acordo com o CLP, o ranking não deve ser lido como uma simples classificação, como se fosse uma tabela de campeonato. “Competitividade aqui não deve ser vista como competição, mas sim a capacidade de um governo local entregar políticas públicas mais eficientes, sustentáveis e inovadoras, usando bem os recursos disponíveis e atuando com focos inusitados”, lembra. “Cada município tem suas particularidades e as comparações mais justas são feitas entre realidades semelhantes”.
A sexta edição do Ranking de Competitividade dos Municípios analisa o total de 418 municípios brasileiros, representando 60,28% da população do país, com base nos municípios com população acima de 80 mil habitantes de acordo com a estimativa populacional do IBGE para o ano de 2024.
O Ranking de Competitividade dos Municípios é composto por 65 indicadores, organizados em 13 pilares temáticos e três dimensões. A primeira dimensão abordada neste estudo, Instituições, é composta por dois pilares: sustentabilidade fiscal e funcionamento da máquina pública. A segunda dimensão em análise, sociedade, é composta por sete pilares: acesso à saúde, qualidade da saúde, acesso à educação, qualidade da educação, segurança, saneamento e, por fim, meio ambiente. Por último, a terceira dimensão em estudo, Economia, é composta por quatro pilares: inserção econômica, inovação e dinamismo econômico, capital humano e telecomunicações.
O levantamento tem como propósito alcançar um entendimento mais profundo e abrangente dos maiores municípios do país, trazendo para o público uma ferramenta simples e objetiva que paute a atuação dos líderes públicos brasileiros na melhoria da competitividade e da gestão pública local.
Ao mesmo tempo, o Ranking de Competitividade dos Municípios se configura como uma ferramenta bastante útil para o setor privado balizar decisões de investimentos produtivos, ao estabelecer critérios de atratividade em bases relativas entre os municípios, de acordo com as especificidades de cada projeto de investimento.
Novas empresas – A notícia vem após o anúncio de que Maringá fechou 2025 com saldo positivo na geração de empresas, atrás somente de Curitiba, de acordo com os relatórios da Junta Comercial do Paraná, que faz levantamento mensal de abertura e baixas de empresas e é vinculada à Secretária Estadual da Indústria, Comércio e Serviços.
Em 2024, na gestão do atual secretário de Planejamento, Maringá foram constituídas 16.429 empresas, contra 18.708 no ano passado. Considerando as extinções de empresas (8.809 em 2024 e 10.268 em 2025), o saldo positivo em 2024 foi de 7.620, contra 8.440 em 2025.
Ilustração: Reprodução/CLP
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