A bola da vez …

Será que logo vai ser nossa vez?

Enquanto observamos o caso da Groelândia e as estratégias do presidente Donald Trump para expandir a fronteira americana, rompendo a soberania e quebrando o poder da União Europeia, teríamos que pensar se a Groenlândia se constituir na nova fronteira dos Estados Unidos, com o que praticamente estaria anexando Europa, não seria o caso, logo após de tomar posse de ativos no chamado ‘quintal’ latino-americano.

Aliás, entendo que seria dar continuidade a uma política de controle territorial efetivo, como são os casos mais evidentes no Panamá e na Venezuela.

Para entender essa questão creio que podemos aplicar a regra que está sendo utilizada para o caso da Groenlândia, que se fundamenta na segurança nacional, rota marítima, além de foco nos recursos minerais e energéticos, e constatar que tais argumentos foram já aplicados ao caso do Panamá e da Venezuela, que aliás, possui a maior reserva de petróleo do mundo. Se trata, então de uma ação Americana planejada, que está sendo executada por Donald Trump, que consiste, numa expansão de fronteiras, através da qual se incorpora e consolida, sob seu domínio direto, territórios que disponham de recursos minerais, energéticos, hídricos e genéticos.

Nesse contexto temos que a Região Amazônica brasileira, que abrange cerca de 60% do território nacional, e detêm a maior reserva de capital natural do planeta, com aproximadamente 20% da água doce líquida da terra e seu subsolo é conhecido por dispor de minérios como ferro, manganês, cobre e terras raras, e petróleo, está, certamente, no próximo objetivo.

Assim, dificilmente, o Brasil estará fora dessa disputa por soberania sobre recursos naturais escassos, e o dramático disso é que, até o momento, não dispomos de meios eficientes para enfrentar tal fato.