Kim talvez assinasse, Celestino não


A liberdade intelectual e política exige coragem para desconstruir o que se acredita ser verdade
Vamos reproduzir um texto, que talvez tenha sido produzido com base em dados inseridos em programa de IA, e não foi assinado por ninguém, publicado no perfil VNS News, no Facebook. Ao lê-lo, pensei em quem poderia assinar e me ocorreram dois nomes que comento ao final: Eis o conteúdo:
‘Durante muito tempo, eu vivi imerso em dois mundos que moldaram completamente minha visão de realidade: a igreja e o bolsonarismo. Naqueles dias, eu me achava “sabido”, como se tivesse todas as respostas sobre a vida, política e moral. Tudo parecia claro, direto e incontestável. As ideias eram simples, as respostas rápidas e a sensação de pertencimento era intensa. Estar cercado de pessoas que compartilhavam da mesma visão reforçava a sensação de certeza: se todos acreditavam na mesma coisa, eu devia estar certo.
Mas, com o tempo, comecei a questionar. Decidi estudar mais profundamente a política de direita, o contexto histórico mundial e o funcionamento real das estruturas de poder. Foi nesse momento que percebi que muitas das certezas que eu tinha — tanto dentro da igreja quanto na esfera bolsonarista — eram, na verdade, construções baseadas em fanatismo e identidade de grupo, e não em fatos ou evidências concretas.
O bolsonarismo, assim como certos setores da religião que frequentei, oferecia respostas fáceis para problemas complexos, simplificava injustiças históricas e transformava narrativas emocionais em verdades absolutas. A política e a moral eram apresentadas como preto no branco, certo ou errado, bom ou mau, sem espaço para nuance ou questionamento. Qualquer dúvida era vista como traição ou falta de fé, criando um ciclo de reforço que dificultava enxergar além da bolha.
Quando comecei a analisar a política mundial e entender o que realmente acontece nos bastidores do poder, a ilusão se desfez. Descobri que muitos discursos não passavam de estratégias para mobilizar pessoas emocionalmente, garantindo lealdade ao grupo e controle ideológico. No campo religioso, vi que a fé muitas vezes era instrumentalizada, não apenas para guiar, mas para condicionar comportamentos, moldar opiniões e manter a autoridade de líderes sobre os fiéis.
Sair da igreja e me distanciar do bolsonarismo foi um processo libertador e, ao mesmo tempo, assustador. Significava reconhecer que eu havia estado imerso em estruturas que moldavam meu pensamento de maneira parcial, que me alimentavam com narrativas seletivas e que muitas vezes escondiam a realidade dos fatos. Foi preciso coragem para admitir que minhas certezas eram construídas mais por fanatismo e emoção do que por estudo crítico ou análise racional.
Hoje, ao olhar para trás, percebo que meu “conhecimento” anterior não passava de um reflexo do grupo em que estava inserido. A verdadeira liberdade veio quando passei a questionar, a pesquisar, a confrontar ideias e a buscar informações de fontes diversas. Descobri que a realidade é mais complexa do que qualquer ideologia simples poderia explicar. O mundo não é apenas preto e branco; existem nuances, interesses conflitantes, manipulações históricas e sociais.
Essa experiência me ensinou uma lição importante: a liberdade intelectual e política exige coragem para desconstruir o que se acredita ser verdade, mesmo que isso signifique deixar para trás comunidades e identidades que pareciam sólidas. Significa colocar os fatos acima da emoção, questionar líderes, analisar discursos e nunca confundir convicção com conhecimento. E, acima de tudo, entender que o fanatismo — político ou religioso — é sempre uma prisão silenciosa que limita a compreensão da realidade’.
Meu comentário (Akino): Sem adentrar ao fanatismo religioso e me parece não ser o caso dos dois, focando no bolsonarismo, pensei em dois comentaristas do Jornal da Manhã da Jovem Pan Maringá e poderia citar outros, como um professor que fazia a edição da noite do antigo RCC News, direto do Vale do Paraíba, e uma advogada, que fizeram parte dos comentaristas. Lembrei de Kim Rafael, um jovem que melhorou muito, desde que assumiu a bancada, salvo engano em 2019/20, e hoje é um dos destaques. E Emerson Celestino, que não mudou quase nada desde que a sua primeira temporada, para a atual, embora se deva reconhecer, que em relação às ofensas gratuitas ao PT e a Lula, tenha melhorado. Lembrei, agora, de um veterano jornalista que faz participação à distância e tem nome de uma cidade paulista, e que não mudou, e talvez tenha piorado. E você, caro leitor, conhece mais alguém que assinaria o texto? Talvez você mesmo? Eu e o Rigon nos enganamos redondamente em relação a um ex (vereador e deputado). Eu ainda mais, em relação um ex-juiz e do voto de protesto e de certa pena, pela facada, na eleição de 2018, acreditando que a quase morte poderia transformar a pessoa que conhecíamos de Bolsonaro. Em menos de um ano, percebi o erro, erro grande, e que ali se aplica o ditado pau que nasce torto…
Arte s/ ilustração deMIT/Jose-Luis Olivares
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