Jornalista fala dos grampos ilegais contra políticos e autoridades que teriam sido autorizados pelo ex-juiz federal e hoje senador Sergio Moro
E o senador Sergio Moro (União Brasil) continua a enfrentar questionamentos éticos de seu comportamento quando era juiz federal. A jornalista Daniela Lima revelou que Polícia Federal descobriu, durante busca e apreensão na 13ª Vara Federal de Curitiba, a prova documental de que o maringaense Moro grampeou conversas de delatores com autoridades que só poderiam ser investigadas e julgadas por tribunais superiores. Há um mês a informação sobre a “Grampolândia de Moro” e provas numa caixa amarela circula extraoficialmente.
O início das irregularidades deu-se envolvendo Alberto Youssef, londrinense que atendia maringaenses como o ex-secretário de Fazenda Luiz Antonio Paolicchi, e o caso Banestado, que não deu em nada.
O ex-juiz grampeou conversas de delatores com autoridades que só poderiam ser investigadas e julgadas por tribunais superiores. A jornalista teve acesso à íntegra do grampo feito em 2005 ao então presidente do Tribunal de Contas do Estado, Heinz Herwig, e ao despacho judicial, que comprovam a ordem de monitoramento.
No episódio do podcast UOL Prime, Daniela Lima conta ao apresentador José Roberto de Toledo sobre o que há no material apreendido e investigado pela PF, como a transcrição de escutas e relatórios de inteligência escondidos por 20 anos nas gavetas da 13ª Vara Federal de Curitiba. Parte relevante desse material nunca foi juntada aos autos.
Nos bastidores, desde a Vaza-jato, circulavam rumores da existência dos grampos, inclusive de festas íntimas de ex-colegas de Judiciário. Saber se o suposto mau comportamento do juiz que virou político vai resultar em alguma coisa são outros quinhentos. Confira a entrevista abaixo:
