Douta beleza teteia majestática

Há quem, de salto alto, incomoda-se com palavras e faz arranjos para evitar que sejam repetidas. Não gosta da verdade

Passarinho é um bicho fofoqueiro que só. Dia desses, uma avezinha de cores rubras, com aparência de frágil meliante, me contou que defensora da liberdade de expressão, mulher perdulária nas palavras e na arrogância, é na verdade uma enrustida. Não faz o que prega. Ou trocando em miúdos, fala o que não prática. Confuso? Decupemos então.

Do alto da singularidade e exclusividade do cargo, perfil repetido e reiterado a cada vez como um mantra ouvido já com algum desdém pelos mais atentos, a dita e douta senhora, uma teteia para alguns, manobra nos bastidores para calar vozes dissonantes. Incomoda-se com palavras e faz arranjos para evitar que sejam repetidas. Não gosta da verdade. Incomoda!

Prática comum em quem passa pelo vestibular das urnas, um rito de necessária passagem em que de um lado fica o discurso. Do outro, o exercício do cargo. São coisas bem distintas. Na verdade, o que se prega na campanha vira lembrança no macio da cadeira. Pior: no centro da mesa, posicionada ali por arranjos, não hesita: exerce arrogante poder!

Mas voltemos à censura, àquela expressão sobre a qual abundam interpretações como expressão de verdades, até essa ameaçada por algum movimento subterrâneo, invisível aos olhos, mas que tanto incomoda. Para confundir ainda mais, misturam com democracia e direito à manifestação. Não se sabe do que exatamente estão falando.

Perdoem: sabem sim! Falam de liberdade que defendem, mas não praticam. Aliás, esse povo tem um conceito de democracia e liberdade enviesado, visto sob a perspectiva do autoritarismo como caminho para se obter direitos plenos. Atém planejam golpes e assassinatos a pretexto de defesa da democracia. Confuso? Demais!

Sabe que cansa tudo isso? Cansei! Vou convidar a douta beleza teteia majestática para engatar uma flute e deixar a perlage flutuar. Entre um brinde outro talvez desça do salto alto e venha ter com os mortais comuns para descobrir o que é forreta e manicurto. Então, abrirá os cofres com menos entusiasmo, respeitando o meu, o seu, o nosso dinheirinho.

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