Pare de matar, Netanyahu


Melhor do que ninguém, você sabe que desde o ano 70 DC, eram os palestinos que estavam habitando na terra de Canaã
Já não se vingou suficientemente dos 1.200 israelenses mortos pelos confinados palestinos? Sim, as cenas eram violentas. Um amigo de viagem a quem conheci desde a incursão a um kibutz israelense localizado perto da fronteira com o Líbano, tomou a iniciativa de repassar-me ao vivo as cenas horripilantes das centenas de jovens israelenses em pânico e imobilizados, enquanto as adagas iam cortando os pescoços de cada um deles. As cenas eram repugnantes de tal forma, que pedi ao bondoso amigo que deixasse de me enviá-las.
E daí, Netanyahu, na condição de vingador implacável, você já não se fartou do sangue de nada menos que 71.000 vítimas, principalmente entre elas, mulheres e crianças? Ora , a sede implacável de extermínio valeu-se de uma relativa trégua em Gaza, para retomar o ciclo da matança? Melhor do que ninguém, você sabe que desde o ano 70 DC, eram os palestinos que estavam habitando na terra de Canaã. Das casas em que por muito tempo se abrigaram os pais e avós da atual geração de israelenses, um pouco antes de 1948, os então moradores palestinos foram arrancados à força sob a mira de armamentos ingleses e estadunidenses, sendo que eles ali viviam há mais de um milênio.
Será que o usucapião de nada vale e que os milhões de palestinos teriam que aceitar em silêncio a expulsão do atual solo havido como israelense, permissão que se concederam financiadores e financiados acordos espúrios firmados durante a segunda guerra mundial, permitindo que, se interessados, judeus dispersos pelo mundo se concentrassem novamente no solo que hoje ocupam sob o nome de Israel?
Pare de matar, Netanyahu. Olhe que inferno existe mesmo, cenário fatal dos genocidas de todas as cores que autores se fizeram do sangue inocente derramado na história da humanidade.
(*) Tadeu França é ex-deputado federal constituinte
Foto: Divulgação
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