Deputado faz críticas ao novo pedágio

“Agora saem os quadrilheiros e entram aprendizes de estelionatários?”, questiona Jacovós sobre o pedágio

O deputado estadual Delegado Jacovós (PL) afirmou hoje, no início do ano legislativo, que o Paraná corre o risco de voltar a ser penalizado por um sistema que, segundo ele, repete práticas abusivas do passado, agora por meio de pórticos eletrônicos que desrespeitam contratos, atingem moradores locais e levantam dúvidas jurídicas. A informação é de O Diário de Maringá.

Ao relembrar o antigo sistema de concessões rodoviárias, que vigorou por 24 anos e terminou em 2021, o deputado foi direto ao classificar aquele período como marcado por corrupção. “Quadrilheiros tomavam conta das estradas do Paraná”, afirmou, ao sustentar que empresas envolvidas foram processadas e condenadas por corrupção em contratos anteriores. Para Jacovós, esse histórico explica a desconfiança da população diante do novo modelo de concessão.

O parlamentar criticou a instalação e a possível alteração da localização dos pórticos de pedágio eletrônico. Para ele, mudanças como antecipar ou recuar os pontos de cobrança ferem o que está previsto em contrato. Como exemplo, citou municípios como Marialva, Faxinal, Arapongas, Rolândia, Mandaguaçu e Nova Esperança. De acordo com Jacovós, moradores dessas cidades passarão a pagar pedágio mesmo utilizando pequenos trechos da rodovia ou apenas acessos locais, inclusive para chegar a propriedades rurais.

O deputado também destacou a situação da BR-376, lembrando que já existe uma praça de pedágio a cerca de 22 quilômetros do trevo de Mauá da Serra. Ele questionou a possibilidade de instalação de um novo ponto de cobrança na mesma rodovia, em uma distância considerada excessivamente curta, e defendeu explicações técnicas e legais claras.

Durante o pronunciamento, Jacovós cobrou diretamente o governo do Paraná e ressaltou que o contrato da nova concessão ainda não foi assinado. Ele citou o grupo EPR como vencedor do leilão e defendeu que, antes da assinatura definitiva, o Executivo reveja pontos centrais do modelo. Na avaliação do deputado, ainda há tempo para corrigir distorções que podem gerar prejuízos a diversas regiões do estado. Leia mais.

Foto: Valdir Amaral/Alep