Corpo e alma dependem um do outro para vivermos no mundo físico. Com a morte do corpo a Alma se desprende
Buscávamos um tema para as reflexões que fazemos semanalmente, nos espaços concedidos pelo Jornal do Povo e Blog do Rigon, quando nos deparamos com a seguinte postagem do amigo Ângelo Zussa:
‘O finito e o infinito, dois conceitos que se entrelaçam como fios de uma tapeçaria cósmica. O finito, como um suspiro no tempo, um lampejo de consciência no vasto oceano da existência. E o infinito, como o abraço eterno do universo, sem começo nem fim, apenas sendo.
Nesse encontro entre o breve e o eterno, encontramos o amor. Ele é a ponte que liga o nosso finito ao infinito do outro, criando um espaço onde o tempo se dissolve e o presente se torna eterno. Amar é reconhecer a infinitude no olhar do amado, é sentir que, mesmo em nosso breve existir, somos parte de algo maior.
O finito nos dá a intensidade do momento, o infinito nos dá a eternidade do sentimento. E no meio disso, o amor nos faz sentir que somos, ao mesmo tempo, uma gota no oceano e o próprio oceano.’
Li, reli e pensei que poderia ampliar a reflexão, começando por dizer que o homem (ser humano) seria finito, no entendimento de muitos, tanto é assim que foi criado o chamado dia de finados, ou seja, dos que ‘findaram’. Mas como já escrevi algumas vezes, aprendi que finda apenas o corpo físico , que serve de veículo de manifestação da criatura humana que somos todos, e a palavra veículo pode ser entendida quase no sentido literal.
O corpo é a carcaça, a lataria, se comparamos a um carro, e o motor seria a alma ou espírito que somos (alma e espírito são sinônimos).
Faço um parênteses para explicar que Alan Kardec, quando da codificação da Doutrina Espírita, para facilitar o entendimento, definiu Alma quando estamos num corpo físico e Espírito, quando esse corpo morre, e voltamos para o Mundo Espiritual, considerado o universo fora da Terra física, por exemplo, e digo Terra física, porque há, digamos, a ‘Terra Espiritual’, a parte invisível para nós que aqui habitamos no corpo.
Sem o corpo físico a Alma ‘não vive’ na ‘Terra física’, como estamos agora, eu e você que está lendo. Sem a Alma o corpo é como um carro sem motor, ou seja, não anda, não movimenta, não sobrevive, nem ‘nasce vivo’, e, a não ser que seja embalsamado, se decompõe em pouco tempo. Corpo e alma dependem um do outro para vivermos no mundo físico. Com a morte do corpo a Alma se desprende. Talvez daí, faça todo sentido a expressão ‘de corpo e alma’, para dizer quando estamos plenamente presentes em algo que fazemos. E aqui outra constatação: A morte não acontece quando a Alma deixa o corpo, mas quando o corpo morre a Alma fica sem um habitat e retorna para o Mundo Espiritual.
Se o corpo finito, a Alma é infinita? Vejamos as definições que aprendemos com a filosofia espírita, pois muitos confundimos algumas expressões, como imortal, eterno e infinito:
Imortal é aquele que foi criado e não morre. Eterno é o que não teve começo e nem terá fim, existe desde sempre. Infinito é o que não tem limites, não se consegue limitar onde começou e até onde se estende.
Exemplificando, pensemos em Deus, no Espírito e no Universo. Deus, Criador, existe desde sempre. Deus é eterno. Nós, Almas/Espíritos, somos imortais, criados por Deus, temos uma origem, mas não seremos finados. O Universo, criação de Deus, não tem limites. Não conseguimos saber suas divisas, é infinito de estrelas e planetas aglomerados em galáxias…
Voltando ao início, a postagem do meu amigo Ângelo falava do seu amor pela esposa e dela por ele, pelo que entendi das fotos. Amor de casamento é eterno enquanto dura, diria o poeta, portanto seria finito. Que dure para sempre, queremos. E concluímos, segundo o entendimento dos ensinamentos de Jesus, que o Amor do Criador por nós, as criaturas, segundo as escrituras sagradas, ‘feitas’ à sua imagem e semelhança, é infinito, sejamos bolsonaristas ou petistas, democratas ou republicamos (…) Católicos, evangélicos, crentes, descrentes …
