Londrina investe R$ 4,5 milhões para reduzir filas de consultas e exames especializados

Nova parceria com o Cismepar garante para a população mais de 3 mil atendimentos mensais em 15 especialidades diferentes
Com o objetivo de agilizar o número de consultas com especialistas e exames disponibilizados para a população, a Prefeitura de Londrina avança em seu Programa de Redução de Filas em parceria com o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema. Por mês, serão disponibilizadas mais de 3 mil consultas, entre 15 especialidades distintas, mais os exames e retornos, mediante investimentos totais estimados em R$4,5 milhões.
Ontem o prefeito Tiago Amaral participou do lançamento dessa iniciativa, junto com a secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó, e o presidente do Cismepar e prefeito de Florestópolis, Onício de Souza. Na ocasião, foi anunciada a adesão de Londrina ao Programa de Potencialização do Cismepar, que vai garantir um volume maior de vagas para pessoas que aguardar por exames e consultas com especialistas. Os atendimentos iniciaram na segunda-feira.
A Secretaria Municipal de Saúde, apontou que há pacientes esperando nas filas desde 2012, por consultas de cardiologia e endocrinologia, por exemplo. Além dessas duas, as demais especialidades contempladas pela iniciativa são: dermatologia, gastroenterologia, nefrologia, neurologia, oftalmologia, ortopedia geral, otorrinolaringologia, pneumologia, reumatologia, neuropediatria, cabeça e pescoço, neuropsicologia e fonoaudiologia geral. Ao todo, quase 60 mil pessoas aguardam por esses atendimentos.
O prefeito Tiago Amaral ressaltou que o Programa de Potencialização do Cismepar já é aplicado por outros municípios que integram o consórcio. Porém, essa será a primeira vez que Londrina adere a esse instrumento, por meio de recursos próprios e emenda parlamentar do deputado federal Luiz Carlos Hauly. “Com essa nova tabela, nós estamos saltando aqui, pelo Cismepar, de algo em torno de 2 mil consultas por mês para 5 mil consultas por mês. Estamos mais do que dobrando a capacidade de exames com especialistas via Cismepar. Isso demonstra claramente que a gente não está aqui para trazer desculpa, mas para apresentar respostas e soluções para a nossa população. Nós precisamos de caminhos e alternativas para ampliar a nossa rede de exames, de consultas e de cirurgias. As consultas especializadas são, sem dúvida, um dos maiores gargalos hoje da cidade de Londrina. E agora, com essa parceria junto ao deputado Hauly, que tem sido um grande parceiro ao destinar emendas, e com a adesão à nova tabela, aumentando os valores, conseguimos estruturar melhor e diversificar a quantidade de especialistas disponíveis”, frisou.
No total, os investimentos previstos para um ano de ampliação das consultas e exames no Cismepar chegam ao montante de R$4,5 milhões, sendo R$3 milhões em recursos próprios da Prefeitura de Londrina e R$1,5 milhão oriundo de emenda parlamentar. A emenda, encaminhada pelo deputado Luiz Carlos Hauly, também vai auxiliar os demais municípios do consórcio com reforço nas consultas especializadas.
Nesta ação, pactuada com os secretários municipais da região, foram priorizadas as três maiores filas estratégicas, nas áreas de nefrologia, gastroenterologia e cardiologia, e as agendas terão início em março. Do total das vagas, 58% serão destinadas à Londrina, que possui maior população, e 42% aos outros 20 municípios que compõem a 17ª Regional de Saúde.
Com um alto número de faltosos nas consultas e exames agendados, a taxa de absenteísmo é um dos fatores que contribui para a longa fila de espera. Por isso, a secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó, destacou que todos os usuários da rede municipal que aguardam por consulta ou exame especializado devem atualizar seus dados cadastrais e de contato. “Se você espera há um, dois, três ou até dez anos por uma consulta ou um procedimento, vá até a unidade básica de saúde e atualize o cadastro, telefone e endereço. O fluxo é o que o SUS desenha: começa na UBS e segue para a Regulação. Essa pessoa passa pela Diretoria de Regulação de Serviços de Saúde, onde o acesso é classificado pelo risco. Os casos mais graves e as maiores filas são prioridades. Mas as filas são muito antigas, e muitas pessoas pagaram consultas particulares ou buscaram outros atendimentos. Montamos um call center, que está funcionando para entrar em contato com a população. O absenteísmo chega, muitas vezes, a 50% dos atendimentos agendados. Por isso repito, atualizar dados e atender o telefone é fundamental”, orientou. (Juliana Gonçalves/NCom)
Foto: Emerson Dias/NCom
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