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Maringá sitiada…

Foram-se a beleza das árvores, das flores e o conforto da grama

Após alguns anos, visitei o centro de Maringá. Deparei com espaços cercados. A cidade perdeu o verde para o concreto. Foram-se a beleza das árvores, das flores e o conforto da grama. E, pelo que me informaram, faz tempo que a obra está empacada.

Mas já que eu estava na praça central quis subir pelas escadas até o topo da torre da Catedral Basílica Menor. Faz uns 20 anos que subi, queria rever o local. Na porta que dá acesso à escada, um senhor de vestuário alinhado me informou que aquele espaço estava em reforma. Entendi, afinal, sempre é preciso fazer alguns reparos. Perguntei quando terminaria para eu retornar e fazer a visita. Ele me olhou e, após uma breve reflexão, respondeu: uns dez anos! Incrédulo, repeti, quanto? Ele reafirmou: dez anos.

Havia uma missa na Catedral; algumas pessoas adentravam. Não quis questioná-lo o porquê de tanto tempo. Um amigo que estava junto, protestou: “Daqui dez anos vou estar com 61 anos, tempo demais”. Ao sair da praça, encontrei um colega, morador de Maringá. Lhe disse que iria ao Parque do Ingá; ele retrucou: “Melhor, não, está tudo levado a breca por lá”.

Acatei o conselho. Caminhei para uma padaria. Pedi um café. Contei a situação à atendente, que me respondeu: “Maringá está sitiada, com obras que não terminam”. Um cliente do lado emendou: “Aqui o que termina é a nossa alegria ao receber o carnê de IPTU”. Vim embora sem ver o que queria e lamentando o que vi em Maringá.

Foto: Google Earth

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