Sindicato entende que o caos gerado por empresa terceirizada em Sarandi acende um alerta para Maringá
Desde o final de janeiro, o impasse envolvendo a empresa terceirizada responsável pela coleta de lixo em Sarandi, Costa Oeste, ganhou novos capítulos com a deflagração de greve por parte dos trabalhadores. A situação, que resultou em acúmulo de resíduos nas ruas e preocupação sanitária, acende um sinal de alerta para a realidade de Maringá. Isso porque, desde janeiro de 2025 a administração municipal anunciou a realização de análises sobre a possibilidade de terceirização do serviço de coleta em Maringá. O alerta foi feito em rede social (ao final) pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sismmar).
“Desde o primeiro momento, a gestão Somos Todos Sismmar se posicionou contrariamente a essa possibilidade, considerando os inúmeros exemplos problemáticos registrados em diferentes municípios do Brasil. A terceirização da coleta de lixo, além de fragilizar as relações de trabalho, costuma resultar em precarização das condições laborais, atrasos salariais, descumprimento de direitos, alta rotatividade de trabalhadores, perda de vínculo com a comunidade e redução de investimentos em equipamentos e segurança. Para a população, os impactos também são direto, com a queda na qualidade do serviço, instabilidade nos contratos, interrupções na coleta e dificuldades de fiscalização efetiva do poder público sobre a empresa contratada.
Em Sarandi, a empresa Costa Oeste passou a ser alvo de denúncias relacionadas a irregularidades contratuais, trabalhistas e operacionais, o que culminou na paralisação dos trabalhadores organizada pelo Sinttromar. Diante do cenário, a prefeitura anunciou medidas administrativas para apuração dos fatos. Enquanto isso, a população enfrenta os efeitos imediatos da interrupção do serviço, com lixo acumulado nas calçadas e riscos à saúde pública.
A experiência recente reforça a necessidade de cautela. Estudos anteriores da própria Prefeitura de Maringá já indicaram vantagens financeiras e operacionais na manutenção da coleta sob gestão pública. Em vez de terceirizar, é fundamental ampliar investimentos, modernizar a estrutura e garantir melhores condições de trabalho aos servidores da Limpeza Urbana, fortalecendo um serviço essencial para a cidade.
Diante desse cenário, o Sismmar reafirma sua posição contrária à terceirização da coleta em Maringá e convoca a categoria e toda a sociedade a acompanharem atentamente o tema. O sindicato também manifesta solidariedade aos trabalhadores de Sarandi e ao Sinttromar, que lutam por direitos e condições dignas de trabalho”.
Foto: Divulgação/Prefeitura de Sarandi
