“Vergonha para Maringá”

Secretaria muda local de evento esportivo em cima da hora e recebe críticas; Géssica Alana (foto) disse que faltou apoio e vontade da prefeitura; secretário dá versão do que aconteceu

Transparaná, considerado o maior rali de regularidade do mundo, passou por Maringá no segundo dia de prova. O que deveria ser uma recepção na Catedral acabou se transformando em polêmica após mudança repentina comunicada, segundo relato de participante, quase à meia-noite.

A atleta maringaense Géssica Alana, maringaense campeã do evento, vice-campeã brasileira de enduro, gravou um vídeo no Race Park criticando diretamente o vereador licenciado e secretário de Esportes e Lazer de Maringá, Paulo Henrique Biazon dos Santos (União), pela decisão que teria impedido a chegada no ponto turístico.

“Era para ser na Catedral. Peço desculpa para as pessoas que ficaram uma hora e meia esperando. A organização recebeu uma mensagem do secretário de Esportes dizendo que não daria para receber os pilotos e familiares no local. Géssica comparou a recepção em Maringá com a de outras cidades do percurso.

“Todas as cidades acolhem o Transparaná. Escolhem ponto de referência, apoiam. Em Maringá foi diferente. Eu fico com vergonha do que aconteceu”, declarou em rede social. Ela destacou que o evento movimenta mais de 500 pessoas entre pilotos, familiares e equipes técnicas, gerando impacto econômico na hotelaria, alimentação e comércio local. “O Transparaná fomenta turismo, hotel, restaurante, food truck. Esse pessoal fica na cidade, consome. E aqui, de todas as cidades, foi a única onde isso mudou na última hora”, disse. As informações são de O Diário de Maringá (leia na íntegra aqui).

Os organizadores ficaram sabendo da mudança por volta das 22h de domingo e voltou a mostrar que a Sesp é uma das secretarias mais deficientes da administração, além da suspeita de uso político da pasta. Vários outros episódios, envolvendo equipes de futebol profissional e até a cobrança pelo uso de ar-condicionado do Ginásio Chico Neto em jogos de competições nacionais reforçam a impressão de que o prefeito Silvio Barros II (PP) deveria ter aceitado o pedido de demissão de Biazon, semanas atrás.

Outro lado – Na mesma rede social, o secretário Biazon deu sua versão sobre o ocorrido. Segundo ele, “tem muita coisa sendo falada sem conhecer a realidade. No fim de 2025, o organizador me chamou por WhatsApp pedindo apoio. Eu respondi com respeito e expliquei o básico: pedido oficial da Prefeitura é pelo SEI, não por WhatsApp. O SEI é o sistema eletrônico oficial da Prefeitura de Maringá. É ali que a solicitação entra, anda e fica registrada.

Depois disso, ele veio, conheceu a cidade, visitou alguns pontos e a intenção inicial dele não era a Catedral. A primeira opção era o Eurogarden. Como não conseguiu realizar no local que queria, ele passou a solicitar a região da Catedral.

Nós, inclusive, oferecemos a Vila Olímpica, que é um espaço mais adequado para estrutura, organização e segurança de evento esportivo. Mesmo assim, ele preferiu fazer na Catedral.

A solicitação oficial pelo SEI chegou no dia 30 de janeiro e no mesmo dia nós respondemos. E aqui é importante deixar claro, com transparência: o pedido feito foi somente de 130 troféus e som para a premiação dos atletas. Nada além disso.

Em paralelo, ele também me mandou mensagem por WhatsApp dizendo que seria necessário “fechar as vias” para chegada ao local. Eu informei que esse tipo de ação é atribuição da Secretaria de Mobilidade, com o secretário Luciano Brito. Depois disso, ele mesmo respondeu que a Secretaria de Segurança do Estado do Paraná resolveria essa parte.

Então, pra resumir: houve contato, houve orientação correta, houve resposta no prazo e o pedido formal foi específico. A gente está e sempre estará a favor do esporte, de todas as modalidades, trabalhando para fomentar Maringá com responsabilidade, organização e respeito às regras. Se alguém tiver dúvidas, pode me chamar. Estou à disposição.” (Atualizado)