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Operação Armeiro

Gaeco cumpre mandados de busca e de prisão em operação que apura possível envolvimento de três policiais militares de Maringá na prática de diversos crimes

O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, cumpriu na manhã de hoje três mandados de prisão preventiva, oito mandados de busca e apreensão e oito mandados de busca pessoal no âmbito da Operação Armeiro. As investigações apuram a prática dos crimes de promoção a organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas, dentre outros, com possível envolvimento de agentes de segurança pública.

Expedidas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual, as ordens judiciais foram cumpridas nas cidades de Maringá e Mandaguaçu, em endereços relacionados aos investigados, com o apoio e a atuação conjunta, desde o início das investigações, do 4º Batalhão de Polícia Militar e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná. Os mandados foram dirigidos a três policiais militares lotados na cidade de Maringá (todos eles presos preventivamente na operação), a três pessoas físicas e duas pessoas jurídicas.

Esquema – As investigações tiveram início em março de 2025, após o Gaeco de Maringá receber informações relacionadas à possível prática de vários crimes envolvendo os militares, civis e pessoas jurídicas. Com o avanço das apurações, foram obtidas evidências de que um dos policiais atuava como braço armado de uma organização criminosa e era responsável pelo repasse de informações sigilosas, realização de cobranças violentas, intimidações, fornecimento de armas de fogo, inclusive fuzis, e assassinatos por encomenda. Apurou-se ainda que os três policiais se valiam de suas funções públicas para realizar tratativas com traficantes, manipular ocorrências policiais, forjar flagrantes e desviar substâncias entorpecentes apreendidas, o que faziam de forma estruturada e reiterada. Também foi constatado que o esquema de apropriação de drogas envolvia várias outras infrações penais, como agressões físicas contra pessoas abordadas, falsidades ideológicas, destruição de vestígios e fraudes processuais qualificadas.

Referência – O nome da operação deve-se à forma de atuação de um dos investigados, que fornecia armas de fogo para a agremiação criminosa e cujos armamentos eram utilizados especialmente para o êxito do narcotráfico. Apurou-se que os PMs são Marcelo Dias Carvalho, Wesley Frez e Matheus Felipe Sanchez. (C/ Assessoria)

Foto: Divulgação/MPPR

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