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Perdemos a presença física do Milton Luciano

Todos tivemos sucesso na continuação de nossas carreira, mas o Milton Luciano foi quem chegou mais longe, aos cargos de diretor e depois vice-presidente do Banco do Brasil

Um jornalista profissional, com registro, resumiria assim a notícia: ‘Morre o ex- diretor e ex-vice-presidente do Banco do Brasil, Milton Luciano dos Santos’. Nós, como colega de Banco do Brasil e amigo, dizemos que foi um choque saber do passamento (passagem para o Mundo Espiritual), do Milton Luciano, com quem trabalhamos em Caarapó (MS), nos dois no cargo de supervisor, ele no Setop, eu no Setex. Nosso time de supervisores tinha, ainda, Paulo Zanoni no Setin, e Vasco da Tesou, e como assistentes, nossos braços direito, assistentes de supervisão,  Torciano, Milton José e Carlos Alberto Faustino (desculpem se esqueci outro nome).

Sem falsa modéstia, formamos um time de peso, categorizado, tanto assim que a administração praticamente deixou em nossas mãos a condução da Agência. O Milton, na Carteira Agrícola era o que mais se destacava e liderava. Bem humorado, articulado, só não era melhor no futebol suíço, que às terças e quintas,  jogávamos  na AABB.

Todos tivemos sucesso na continuação de nossas carreira, mas o Milton Luciano foi quem chegou mais longe, aos cargos de diretor e depois vice-presidente do Banco do Brasil. Natural que a separação nos levasse a um distanciamento, e  os contatos  fossem diminuindo, mas sempre que conversava com colegas, inclusive do nordeste, o nome do Milton era lembrado e elogiado, pelo seu bom humor, inteligência, articulação, capacidade de liderança, “O Milton é gente boa”.

Há pouco mais de um ano liguei para ele, e conversamos por quase uma hora. Disse-me que para a minha idade parecia bem e ele nem tanto, pois havia fumado muito, por muito tempo. Esses dias estava pensando que ele tinha sumido das redes sociais, onde era discreto, mas sempre comentava algumas coisas que eu postava, e que eu deveria ligar novamente. Não deu tempo, na terça-feira, passada um colega, o Anselmo, de João Pessoa (PB), a quem visitamos em novembro passado e falamos bastante sobre o Milton, me mandou uma mensagem, dando a triste notícia.

Siga em paz, caro Milton. Que se encontre com Vilson Paraguaio, Joel, e outros colegas de Caarapó, que o precederam no retorno ao Mundo Espiritual. Que Deus na sua infinita bondade, aceite as justificativas pelos erros que tenha cometido, e que eventual  a punição não passe de advertência, pois certamente sua ‘fé de ofício’, da existência humana, conta com muito mais anotações favoráveis, que equívocos, a que todos estamos sujeitos, imperfeitos que somos. 

Receba as nossas vibrações de paz, e para que se adapte rapidamente à continuação da vida, começando uma nova carreira, no posto inicial  e que  essa existência espiritual seja  de muito sucesso, como foi  que acaba de findar, na Terra. Você foi uma pessoa importante e continuará sendo, agora sem as agruras do corpo físico. À Elenir, sua esposa, companheira de vida e nossa  colega de trabalho, também, e seus filhos, netos e todos os próximos, nosso abraço de solidariedade. O meu e de todos os colegas, e foram muitos, com quem conviveu e trabalhou.

Ilustração: Freepik

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