Ex-cabos eleitorais que não receberam o combinado e negociado com Giselli Bianchini em 2024 se surpreendem ao ver que aparecem na lista de doadores
Ao menos dois dos 17 doadores da vereadora Giselli Patrícia Caetano de Lima Bianchini (PP), negam ter dado recursos para sua campanha eleitoral de 2024. Os nomes dos dois, um deles ex-assessor da vereadora que participou dos atos antidemocráticos defronte o Tiro de Guerra, aparecem na relação dos que a ajudaram financeiramente.
Giselli Bianchini, que de acordo com os dados disponibilizados no DivulgaCand recebeu R$ 47.109,52, é pré-candidata a deputada estadual e defende o slogan “Deus, pátria e família”. Em sua prestação de contas ela informou a Justiça Eleitoral que recebeu R$ 1,6 mil de Paulo Henrique Linhares Leite e outros R$ 1,6 mil de Joaquim Carlos Negri, que foi seu assessor no início do mandato. Ambos ficaram sabendo recentemente que apareciam como doadores.
Ambos negam que tenham doado qualquer valor para a campanha de Bianchini; ao contrário, teriam trabalhado para ela e não receberam o combinado e negociado. De acordo com o que a vereadora informou à Justiça Eleitoral, Paulo Henrique Negri doaram mais que a direção estadual do PP e que o empresário Antonio Fernandes Recco. Juntas, as doações fantasmas conhecidas até agora corresponderam a 6,8% do custo declarado da campanha.
“Eu não dei nada e também não recebi nada, nem o que trabalhei, não recebi um tostão. Eu trabalhava na campanha dela, não recebi, como poderia ter dado dinheiro pra ela?”, questionou Paulo Henrique. Joaquim Negri confirma também que não doou nada e que ela não pagou o que haviam combinado e negociado para trabalhar na campanha. A vereadora, que em 2024 declarou possuir bens no valor de R$ 2.376.099,20, foi eleita com 2.119 votos. Procurada, ainda não respondeu. Em caso de eventual resposta, será publicada neste espaço.
Imagem/ Reprodução/TRE-PR
