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Oposição cobra data-base

Levantamento da APP-Sindicato indica perdas de 12,84%, e governo estadual mantém bilhões em caixa sem encaminhar reposição

A reposição salarial dos servidores do Paraná voltou ao centro do debate na Assembleia Legislativa do Paraná nesta semana. A Bancada de Oposição cobra o pagamento da data-base, aponta perdas acumuladas e questiona a prioridade do Governo Ratinho Jr. (PSD) na valorização do funcionalismo público.

Levantamento da APP-Sindicato aponta que a defasagem entre agosto de 2023 e abril de 2025 chega a 12,84%. O índice reflete diretamente no poder de compra. Salários perdem valor, o custo de vida sobe e o orçamento das famílias fica mais pressionado.

Ao mesmo tempo, o próprio Governo Ratinho Jr. afirma ter cerca de R$ 10 bilhões em caixa livre. Para a Oposição, o cenário demonstra que há condições fiscais para corrigir distorções e retomar direitos, o que reforça a crítica de falta de prioridade.

Data-base atrasada e perda salarial aumentam pressão na Alep – Líder da Oposição na Alep e presidente do PT-PR, o deputado Arilson Chiorato afirma que os dados apresentados pelo próprio Governo Ratinho Jr.  desmontam o argumento de falta de recursos.

“Existe dinheiro em caixa, existe espaço orçamentário. O que falta é vontade política. Os servidores não pedem favor, cobram direito, respeito e justiça. A dívida da data-base já chega a 12,84%. Isso significa salário corroído, mercado mais caro e contas apertadas. O governo precisa decidir de que lado está: do grande capital, que recebe bilhões em renúncia fiscal, ou dos servidores que mantêm o Paraná funcionando”, afirmou.

Segundo o deputado Arilson, a reposição salarial deve ser tratada como prioridade. Ele também critica a destinação de recursos para outras áreas enquanto direitos do funcionalismo seguem suspensos.

Educação, saúde e aposentados evidenciam desigualdades – A falta de reposição amplia distorções entre carreiras e atinge áreas estratégicas do serviço público, como educação e saúde.

O deputado Dr. Antenor (PT) destaca a situação da educação básica. “Não é possível sustentar bons indicadores educacionais enquanto professores recebem menos que outras carreiras com a mesma formação e jornada. É preciso corrigir essa distorção e garantir valorização real para quem sustenta a educação pública”, afirmou.

O deputado Goura (PDT) reforça que a pauta impacta diretamente a qualidade dos serviços. “A reposição da data-base e a justiça salarial são fundamentais para garantir um serviço público eficiente. Servidores valorizados fortalecem o Estado e melhoram o atendimento à população”, disse.

A deputada Luciana Rafagnin (PT) chama atenção para a situação dos profissionais da saúde. “Manter quinquênios e anuênios congelados, após o esforço dos servidores na pandemia, é uma medida injusta. Os profissionais da saúde estiveram na linha de frente e merecem valorização real, não apenas reconhecimento simbólico.”

O deputado Professor Lemos (PT), vice-líder da Oposição, reforça o caráter legal da reposição. “A data-base é um direito de todos os servidores do Paraná – civis e militares, da ativa, aposentados e pensionistas – garantido na Constituição. A reposição anual da inflação, prevista para 1º de maio, é uma obrigação legal que assegura o poder de compra. Há anos essa pauta é descumprida. É urgente que o governo Ratinho Jr. respeite o funcionalismo e encaminhe o projeto. Cumprir a data-base não é opção, é dever constitucional!”

O deputado Renato Freitas (PT) amplia a cobrança ao incluir diferentes categorias. “Os trabalhadores não pedem nada mais e nada menos do que o justo: equiparação salarial para professores, ajustes na reforma feita na carreira dos funcionários, reposição salarial para educadores aposentados e o pagamento da dívida da data-base para todos os servidores”.

Oposição cobra projeto e defende valorização do serviço público – Além da reposição, a Bancada de Oposição cobra o descongelamento de adicionais por tempo de serviço e avanços travados durante a pandemia. A avaliação é que os servidores cumpriram seu papel e aguardam a contrapartida do Estado.

Os parlamentares defendem que a valorização do funcionalismo deve ser tratada como investimento. A qualidade dos serviços públicos depende diretamente das condições de trabalho e da remuneração de quem atua nas áreas essenciais.

Com o tema em debate na Alep, a Oposição pressiona o Governo a encaminhar um projeto de lei que assegure a reposição salarial, corrija distorções e restabeleça direitos. A expectativa é de avanço nas próximas semanas, com a intensificação da mobilização dos servidores em todo o Paraná.

“Agora é o momento do Governo Ratinho Jr, mostrar, na prática, se vai continuar ignorando os servidores ou se vai fazer o que é justo e necessário. O Paraná tem caixa. O que falta é decisão política para valorizar quem sustenta o Estado todos os dias”, afirmou o deputado Arilson, líder da Bancada. (Assessoria)

Foto: Ativista/Sindicato

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