Apontado pela PF como ‘pilar estrutural’ no esquema de vendas de decisões em tribunais estaduais, o Fource, que tem Valdoir Slapak (foto) como um de seus controladores, atua em processos como o do grupo Pupin
De Alisson Matos, no site Bastidor:
Um relatório parcial da Polícia Federal enviado ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, aponta o grupo Fource como um “pilar estrutural” no esquema de venda de decisões em tribunais estaduais e no Superior Tribunal de Justiça. O documento, obtido pelo Bastidor, acrescenta que o grupo exerce “papel central na operacionalização e na circulação dos valores ilícitos”. Em outras palavras, não era apenas um cliente do esquema.
A investigação descreve uma engrenagem que utilizava a chamada judicialização instrumental, em especial em recuperações judiciais e falências. A Fource atua em grandes processos – em valores e repercussão – como os do grupo Pupin [que acusa a consultoria de fraudar sua recuperação judicial], da camisaria Colombo, da Olvepar e do grupo Jesus Agropecuária. Este foi investigado na Operação Faroeste, que apura a venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça da Bahia. O grupo Fource tem entre seus principais controladores os empresários Valdoir Slapak e Haroldo Augusto Filho. Leia mais.
Foto: Reprodução/Bastidor
