União Brasil e Progressistas trabalhavam para deixar ex-juiz da Lava-Jato sem legenda para concorrer ao governo do Paraná, diz revista; Barros buscava cargos
Matéria de Larissa Borges, na Veja desta semana, confirma o que todos sabiam: o maringaense Ricardo Barros (PP) queria indicar nome para vic e de Sergio Moro, se este permanecesse na federação União Progressista.
A reportagem, que traz a desistência do governador Ratinho Junior na capa, diz que Sergio Moro “tomou a primeira grande rasteira política em 2018, quando, na esteira da Operação Lava-Jato, decidiu se candidatar à Presidência da República. Seu partido na época, o Podemos, impôs toda sorte de dificuldades para que se viabilizasse. Na legenda seguinte, o União Brasil, o cenário não foi menos tumultuado. Grande parte da cúpula da sigla tinha ojeriza ao juiz que condenou políticos por crimes de corrupção e, com a intenção do hoje senador de se apresentar como pré-candidato ao governo do Paraná, passou a boicotá-lo de maneira aberta.
Moro detectou a arapuca, que consistia no seguinte: a federação formada pelo União Brasil e pelo Progressistas anunciaria que ele teria legenda para disputar o Palácio Iguaçu e, ao fim da janela partidária, o deixaria sem uma sigla para concorrer. O movimento, disseram a Veja interlocutores de Moro, partiu do senador Ciro Nogueira (PP-PI), do presidente do União Antonio Rueda e do governador e ex-pré-candidato à Presidência Ratinho Júnior (PSD).
Em outra frente, próceres do Paraná que marcham em lado oposto a Moro, como o deputado Ricardo Barros (PP-PR), tentaram indicar nomes para sua chapa, caso ela permanecesse de pé. O ex-juiz da Lava-Jato sentiu cheiro de fumaça e anunciou que se filiaria ao PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. Leia mais.
Imagem: Reprodução/Veja
