Enfim, no PL

Vereadora que defendia intervenção foi eleita pelo PP, mas sonhava com o PL ou o Novo

A vereadora Giselli Patrícia Caetano de Lima Bianchini (PP), que comandou atos democráticos defronte o Tiro de Guerra, pedindo intervenção militar, conseguiu finalmente ingressar no Partido Liberal. Ela chegou a flertar com o Novo, na mesma semana em que surgiram denúncias de que ela usou colaboradores como doadores de campanha junto à Justiça Eleitoral.

Ela havia recebido “não” em vários níveis (municipal, estadual e nacional) e, mais recentemente quando foi flagrada pelo ex-presidente do PL, deputado Giacobo, acertando filiação do Novo. Como não é o período de janela partidária, sua liberação do PP dependia do deputado federal Ricardo Barro, depois de muito suspense, acabou cedendo.

A situação de Bianchini dentro do PP pelo qual se elegeu vinha se deteriorando, não só pelos projetos estrambóticos e inconstitucionais que apresentou no primeiro ano de mandato quanto pelo voto contrário à cassação da então vereadora Cris Lauer. Ela é considerada uma espécie de “vereadora nacional”, pois chegou a enviar ofício ao presidente Lula pedindo a instalação de um pára-raios em Brasília (DF), após bolsonaristas receberem descarga elétrica durante uma caminhada.

Ela deverá ser candidata a deputada estadual ao lado do Delegado Jacovós e do médico Dr. Batista. Giselli, que chegou a presidir o Pros (partido que apoiou Lula em 2022) disputará pela segunda vez a Assembleia Legislativa; em 2020 ela fez 6.201 votos.

Foto: Arquivo/Redes sociais