A ineficiência na gestão da informação

Uma análise sobre a falta de eficiência na gestão da informação e dos processos, deficiência que já se verificava em administrações anteriores

De um servidor público municipal, que prefere não se identificar:

Sou servidor público municipal e apresento esta manifestação com base no dever cívico e no compromisso com a qualidade da administração pública.

O que se observa, na prática, é uma falha estrutural na compreensão do que seja gestão da informação. Não se trata de um problema pontual ou restrito à atual administração, mas de uma deficiência que já se verificava em gestões anteriores.

Há um esforço contínuo na coleta e alimentação de dados que pouco ou nada contribuem para a tomada de decisão estratégica. Controlam-se detalhes irrelevantes, enquanto informações essenciais à condução das políticas públicas deixam de ser tratadas com a devida prioridade.

Cria-se uma aparência de controle, mas, na prática, não há gestão efetiva. Mede-se muito, mas não se mede o que realmente importa.

Como consequência, há desperdício de tempo, retrabalho e baixa produtividade, inclusive com mobilização de servidores por horas em atividades que não geram resultado concreto para a população.

Destaca-se, como exemplo grave dessa desorganização, a ausência prolongada de oferta de cestas básicas no município de Maringá, benefício eventual destinado a famílias em situação de vulnerabilidade. Trata-se de uma falha que impacta diretamente a população e evidencia a inversão de prioridades na gestão.

Há, portanto, clara deficiência na gestão de processos, na definição de prioridades e na utilização adequada das informações produzidas pela própria administração.

Tal situação contraria o princípio da eficiência previsto no art. 37 da Constituição Federal do Brasil, comprometendo a efetividade das políticas públicas e a credibilidade da gestão. Diante disso, solicita-se:

■ Revisão dos critérios de coleta e monitoramento das informações nos sistemas internos;
■ Priorização de indicadores estratégicos relevantes à tomada de decisão;
Regularização imediata da oferta de benefícios essenciais, como cestas básicas;
■ Revisão dos fluxos e processos administrativos, especialmente nas áreas sensíveis;
■ Apuração de eventuais responsabilidades funcionais por omissões que impactem a população.

Esta manifestação não possui caráter político-partidário, mas técnico e institucional, com o único objetivo de contribuir para o aprimoramento da administração pública e para a correta aplicação dos recursos e esforços em favor da população.