Ainda sem retorno

Sismmar e servidores da área da saúde seguem sem resposta, cobra sindicato em rede social

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá continua cobrando uma reunião de emergência com o secretário de Saúde de Maringá, Antonio Carlos Nardi, para tratar do decreto nº 634/2026, que revoga a escala 12×60, e dos comunicados internos divulgados via WhatsApp informando a adoção da escala 12×36 nas unidades 24 horas da Saúde.

“Até a noite desta quarta-feira, dia 8, após mais de dois dias de tentativas de contato, não houve retorno. A ausência de resposta também é relatada por servidores que procuraram integrantes da pasta e por vereadores. A postura da administração reforça a falta de abertura para discutir uma medida que afeta diretamente a rotina de trabalho e a vida dos servidores”.

Em rede social, além de lamentar a ausência de diálogo, o Sismmar denuncia que a revogação da escala 12×60 ocorre sem embasamento legal. A lei complementar nº 774/2009 prevê, para unidades da saúde, a possibilidade de jornada de 6 horas diárias e/ou escala 12×60, não havendo respaldo claro para a implantação da escala 12×36 nos moldes anunciados.

“A mudança também traz prejuízos concretos aos trabalhadores. Após anos de organização da vida funcional, pessoal e familiar com base na 12×60, a alteração imposta de forma abrupta gera impactos sociais, logísticos e financeiros. Além disso, a medida pode aumentar os gastos do município com plantões e horas extras, ferindo os princípios da legalidade, da economicidade, da eficiência e do interesse público”.

O sindicato aproveitou para corrigir um apontamento equivocado feito pelo secretário em entrevista à CBN Maringá: a escala 12×60 não foi criada para a pandemia. Desde 2009, inclusive por lei do próprio prefeito Silvio Barros II, alguns setores da Saúde já realizam esta escala, que foi ampliada a partir de 2017. “Além disso, Nardi também minimizou equivocadamente os impactos pessoais aos trabalhadores”.