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“Macaco senta no próprio rabo e…”

“Macaco senta no próprio rabo para falar dos outros” é um ditado popular brasileiro que significa criticar os defeitos alheios ignorando as próprias falhas

A propósito de mais uma polêmica envolvendo a gestão da Câmara Municipal de Maringá, a proporcionalidade entre cargos efetivos (concursados) e comissionados (livre nomeação). é um princípio constitucional (artigo 37, V) que exige equilíbrio para garantir a eficiência administrativa, conforme entendimento do STF.

Cargos em comissão destinam-se exclusivamente a chefia, direção e assessoramento, não podendo ocupar atividades técnicas ou operacionais de rotina. Quando falamos em assessoramento, obviamente não se pode confundir com ‘cabos eleitorais’, pagos com dinheiro público e que no caso de vereadores, deputados e até senadores, são em grande parte os chamados assessores.   

Na Câmara de Maringá, não resta a menor dúvida, que não há demanda de serviço para cinco assessores. Também há excesso entre os efetivos e alguns absurdos.

Há, ainda, cargos comissionados que devem ser exercidos por funcionários de carreira, que não estão sendo, inclusive na Procuradoria, cujo maior cargo deve ser por advogado de carreira (não basta ser servidora). Controladoria também e é um absurdo que se tenha recriado a Ouvidoria. 

Fala-se tanto em necessidade de redução de gastos no governo federal, que não se pode criar impostos, mas é como aquela história do macaco. “Macaco senta no próprio rabo para falar dos outros” é um ditado popular brasileiro que significa criticar os defeitos alheios ignorando as próprias falhas. A expressão ilustra a falta de autocrítica, onde a pessoa esconde seu próprio “rabo” (defeitos) enquanto aponta o rabo do “vizinho”.  

Isso acontece, inclusive na imprensa. Ouvi  de uma comentarista/apresentadora de uma emissora de rádio (que toca notícias) que coloca a culpa de tudo no Luiz Inácio, como ela chama, mas quando fala com os Barros…

Imagem gerada por IA

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