Vai restaurar ou adulterar?

Comissão Especial de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural analisa hoje à tarde a possibilidade de mudar o restauro e mudar a tradicional cor amarela da Capela Santa Cruz

Acontece hoje, das 14h às 16h, a reunião da Comissão Especial de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural de Maringá, na sala de reuniões da Gerência de Patrimônio Histórico e Cultural, no Teatro Calil Haddad, sede da Seretaria Municipal de Cultura.

Da pauta da reunião faz mudar uma proposta que altera a preservação de um dos patrimônio histórico (tombado há anos) da cidade: a mudança da cor da Capela Santa Cruz, na esquina da avenida Brasil com rua Santa Joaquina de Vedruna, no Maringá Velho.

A 118ª reunião extraordinária vai deliberar sobre o restauro da Capela Santa Cruz, o que incluiria a regularização do calçamento, o banco curvo da área externa, o fechamento do entorno e a “pigmentação da edificação”. É aí que reside o risco de descaracterização da capela, conhecida justamente pela cor amarela. A única restauração que ela sofreu, no início dos anos 1990, manteve-se a cor amarela.

A mesma proposta, de mudar a policromia original do bem histórico, está sendo estudada para a Capela Nossa Senhora Aparecida, no Guaiapó, e para a Capela São Bonifácio, primeira da cidade, ambas também tombadas.

Para quem defende a preservação da história da cidade trata-se de uma quase heresia – é como se mudasse a cor púrpura do manto das imagens de Jesus Cristo, além do que se abriria uma brecha para desfigurar outros bens históricos e culturais.

Foto: Prefeitura de Maringá