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Goiânia versus Maringá

Novo anel viário de Goiânia tem grandes diferenças se comparado ao Contorno Norte, entregue 12 anos atrás

Doze anos atrás, em janeiro de 2014 Maringá inaugurava o Contorno Norte, aquele que nada contorna, com 17,6 quilômetros e ao custo de R$ 412 milhões. Foi entregue com viadutos ‘saci-pererê’, que foram duplicados somente anos depois. Hoje, pela taxa Selic, com juros simples, o valor da obra entregue de forma parcial chegaria a R$ 1 bilhão 91 milhões. O prometido desafogamento do trânsito pesado na avenida Colombo não ocorreu e o local é até hoje palco de sérios acidentes, contabilizando mortes.

Em Goiânia (GO), o governo federal vai licitar o novo anel viário, que vai retirar caminhões e veículos de longa distância do trecho urbano. O edital será publicado em maio, a um custo estimado de R$ 1 bilhão. Com esse dinheiro, o Dnit vai construir 44 km, com seis pistas principais e vias marginais, em concreto, com 10 pontes, 35 viadutos, 45 obras de artes especiais e 26 quilômetros de interligações entre a BR-153 e outras rodovias.

Com a obra, haverá redução de congestionamentos, menos impactos em acidentes que travam a rodovia, melhora na mobilidade entre Goiânia e cidades vizinhas, fortalecimento logístico da região metropolitana e valorização de áreas próximas ao novo traçado.

Conta a história que Maringá foi desenhada por Jorge de Macedo Vieira a partir de Goiânia, que tem 92 anos, mas a reciprocidade não foi a mesma. “Sempre digo que Maringá recebe e se contenta com migalhas. Pagamos muito caro por obras mal planejadas com execução de péssima qualidade. O Contorno Norte foi uma das migalha”, aponta leitor.

Imagem: Divulgação

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