O toma lá, povo


…do deputado Filipe Barros e da vereadora Jessicão
O papo nas redes deles é que a “PTezada” está desesperada.
Será?
Para desgosto geral — e não só de quem ainda perde tempo com rótulo partidário — o deputado Filipe Barros será agraciado amanhã pela Câmara de Vereadores.
Título de cidadão benemérito de Londrina.
Mérito… pelo bem que fez à cidade.
Curioso.
Porque este que vos fala nunca viu o tal benemérito com um balde de piche na mão tapando buraco, nem com um facão enfrentando o mato alto que engole bairros inteiros.
Mas título… esse veio.
Vale lembrar: a autora da homenagem esteve recentemente em Brasília, em agendas partidárias ao lado do homenageado.
Segundo a própria ouvidoria da Câmara, a viagem custou ao povo londrinense cerca de dez mil reais em passagens e diárias.
Resultado prático para Londrina?
Nenhum.
Tão nenhum que o caso já chamou a atenção do Ministério Público, que instaurou notícia de fato para apurar possíveis irregularidades.
E não para por aí.
Conta-se que autoridades desembarcam amanhã em Londrina para a solenidade — chegam e voltam no mesmo dia, em avião que ninguém sabe se é fretado, emprestado… ou apenas mais um detalhe que não nos cabe saber.
Mas pagar, isso nos cabe.
A “PTezada” eu não sei.
Mas eu, Israel Marazaki, fico sim desesperado.
Desesperado com a facilidade com que se gasta dinheiro público com político — e a dificuldade absurda de gastar com o povo.
Porque em Londrina falta remédio.
Faltam consultas.
Faltam vagas em creche.
Mas não falta dinheiro para palco.
Não falta recurso para cerimônia.
E, definitivamente, não falta disposição para fazer o povo de plateia.
Amanhã tem espetáculo.
E já sabemos quem será feito de palhaço.
(*) Israel Marazaki — fiscal por instinto, cronista por raiva e sentinela por missão
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