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‘Nossa mais profunda reverência’

Não celebramos apenas a imagem da mãe que cuida, mas da mãe que se doa até a última lágrima

“Ser mãe não é tarefa para os fracos. Não é sobre a idealização do amor doce e sem falhas, mas sobre ir até às últimas consequências — tal qual fez Maria, a mãe de Jesus. Ela, que não apenas aceitou a missão que lhe foi dada, mas a abraçou com um amor incondicional, sabendo que o preço seria altíssimo. A maternidade verdadeira é servidão, é criação, é educação. Mas, acima de tudo, é uma dor imensurável.

Maria, mais do que qualquer outra mãe, demonstrou o que é ser mãe até o fim. Ela não ficou no conforto daquilo que a sociedade idealiza como ‘mãe perfeita’. Ela enfrentou a dor do calvário, viu seu filho, seu sangue, ser crucificado diante dos seus olhos. Essa é a dor que nenhuma mãe deve conhecer, mas que, para Maria, foi o ápice da sua missão. Ela viveu a verdadeira aceitação do destino que lhe foi dado, sem hesitar.

Neste Dia das Mães, não celebramos apenas a imagem da mãe que cuida, mas da mãe que se doa até a última lágrima. Que educa mesmo sem forças. Que serve mesmo sem reconhecimento. Que ama mesmo sem retorno. Que, como Maria, permanece de pé diante da dor.
Às que seguem firmes, às que tombaram no caminho, às que ainda formam filhos em silêncio: nossa mais profunda reverência. Feliz Dia das Mães.


Baseado nos textos de:
Machado de Assis | Israel Marazaki

Imagem: Reprodução

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