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Portas fechadas?

Câmara de Maringá avalia e pode ficar fechada na sexta e só reabrir na quarta-feira da semana que vem

O comentário ontem na Câmara Municipal de Maringá, que está gastando com estande na Expoingá 2026, era de que na sexta-feira, último dia útil da semana, as instalações serão fechadas para o público e reabertas somente na quarta-feira da semana que vem.

O fechamento de cinco dias corridos teria como justificativa a troca de um transformador, e o prédio ficaria sem energia elétrica durante todo este período. Com isso, a sessão ordinária de terça-feira não aconteceria. A paralisação está sendo avaliada, mas não seria a primeira vez que o local ficaria sem funcionar por um período maior do que o esperado na atual legislatura. A informação não fi confirmada oficialmente, mas vereadores que pediram para não ser identificados confirmaram a possibilidade.

A região do limite entre Maringá e Sarandi, em especial no entorno da loja Havan, tem registrado uma série de quedas de energia, que chegam a durar horas. Os comerciantes e industriais receberam a informação de que era um transformador, que sempre dava problema, mas não se tem notícia de uma demora tão grande para a troca do equipamento, o que leva em média 8 horas. O Véio da Havan – empresário apelidado de padrinho da cidade pelo prefeito – certamente seria o primeiro a reclamar.

Ao contrário das empresas da iniciativa privada, a Câmara de Maringá não precisa vender. O duodécimo é repassado todo o mês, sem a necessidade de qualquer esforço. É só gastar os cerca de R$ 7 milhões a cada 30 dias. Um possível novo fato de cinco dias sem funcionamento deve irritar ainda mais a classe empresarial, representada em boa parte pela Associação Comercial e Empresarial de Maringá, e que recentemente se revoltou, inclusive judicialmente, porque a Câmara aprovou a comemoração do aniversário no dia 11, um dia depois de 10 de maio, data oficial da criação da cidade.

Foto: CMM

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