Há quem diga que mãe pode ser um título profissional, uma especialidade
No mês de maio há um dia que se denomina dia das mães, sem uma data fixa no calendário, variando entre os dias 8 a 13. Maio é considerado o mês de Maria, a mãe mais importante, se assim podemos dizer, por ter sido a mãe do modelo e guia da humanidade terrena, Jesus Cristo.
A maternidade de Maria gera diferentes interpretações entre católicos, ortodoxos e protestantes ao longo dos séculos. A Bíblia menciona “irmãos” de Jesus (Mateus 13:55). A interpretação católica e ortodoxa sustenta a virgindade perpétua de Maria, argumentando que a palavra “irmãos”, na época, se referia a primos ou parentes próximos. Já muitas denominações protestantes interpretam como filhos biológicos que Maria teria tido com José após o nascimento de Jesus.
Sobre Maria, recordo que quando era criança e adolescente, nossa mãe (de 9 filhos), ‘rezadeira de terço’, cantava e rezava, uma música, cuja letra me lembro perfeitamente até hoje: A treze de maio na cova da Iria, dos Céus aparece a Virgem Maria. E seguia-se o refrão: Ave, ave, ave maria, ave, ave, ave maria. A três pastorinhos, cercados de luz, visitam Maria, a Mãe de Jesus (…). Consta que a música refere-se a aparecimento de Nossa Senhora de Fátima ( Maria) em treze de maio de 1917, em Fátima, Portugal, a três pastorinhos.
De Maria e todas demais são mães todos os dias, e todos os dias são dias das mães. Mãe é tão importante em nossas existências, como um médico é importante em nossa saúde. Há quem diga que mãe pode ser um título profissional, uma especialidade. A propósito, vejamos uma história, que pode ser verdadeira, na qual fizemos uma adaptação. Infelizmente não sabemos o autor(a), mas foi publicada na página de Lucio Aguiar Dias, no Facebook:
‘Uma mulher chamada Ana foi renovar a sua carteira de motorista e pediram-lhe para informar qual era a sua profissão. Ela hesitou, sem saber bem como se classificar. “O que eu pergunto é se tem um trabalho”, insistiu a funcionária.”- Claro que tenho um trabalho”, exclamou Ana. “Sou mãe”. “Nós não consideramos ‘mãe’ um trabalho. Vou colocar Dona de casa”, disse o funcionária friamente. Não, ‘sou Doutora em Desenvolvimento infantil e em Relações Humanas’, disse Ana com firmeza.
A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar para o ar, e olhou como quem diz que não ouviu bem. A funcionária repetiu pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas. Então reparou, Ana, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial. Posso perguntar”, disse com novo interesse, “o que faz exatamente?” Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouviu a resposta de Ana: “Desenvolvo um programa a longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito (dentro e fora de casa). Sou responsável por uma equipe (minha família), e já recebi quatro projetos (todas meninas). Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda?), o grau de exigência é em nível de 14 horas por dia (para não dizer 24 horas).
Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou de preencher o formulário, se levantou, e pessoalmente lhe abriu a porta. Quando chegou em casa, com o título da sua carreira, erguido, foi recebida pela sua equipe: – uma com 13 anos, outra com 7 e outra com 3. Do andar de cima, pode ouvir o seu novo experimento (um bebê de seis meses), testando uma nova tonalidade de voz. Sentiu-se triunfante.
Maternidade… que carreira gloriosa! Assim, as avós deviam ser chamadas “Doutora-Sênior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas”. As bisavós: “Doutora- Executiva- Sênior”. E as tias: “Doutora – Assistente”. Mande isto às mães, avós, bisavós e tias que conheças. Uma homenagem carinhosa a todas as mulheres, mães, esposas, amigas, companheiras, maridos, namorados, amigos (…)
Mães são todas especialista em fazer a vida melhor. Sem elas não existiríamos no corpo físico, ao menos.
Foto: dylan nolte/Unsplash
