“Educação 4.0”

Congresso Brincar encerra segunda edição na Expoingá 2026 com foco em inovação e formação de educadores
A Expoingá 2026 também se consolidou como espaço de reflexão e formação educacional durante a segunda edição do Congresso Brincar, realizada entre sexta-feira e sábado, no Parque de Exposições de Maringá. O evento reuniu professores, pesquisadores e especialistas de diversas regiões do país para debater práticas pedagógicas, desenvolvimento infantil e metodologias ativas de aprendizagem.
Integrado pela primeira vez à programação oficial da feira, o congresso teve como foco a chamada “Educação 4.0”, unindo ciência, ludicidade, inclusão e inovação no ambiente escolar. O arte-educador Nélio Spréa, um dos palestrantes do evento, destacou a qualidade dos conteúdos apresentados ao longo da programação e a aplicação prática das discussões em sala de aula.
“Eu estou muito impressionado com a qualidade dos palestrantes, a profundidade das falas e o quanto tudo é muito ligado à prática. O público sai daqui já com possibilidades reais de aplicação em sala de aula”, afirmou.
A educadora Monica Soltau apresentou o tema “Jogos e letramento matemático” e falou sobre o uso da ludicidade como ferramenta de aprendizagem. “Desde o início da minha carreira eu queria transformar a matemática em algo interessante. Os jogos foram o caminho que encontrei para isso”, explicou.
Com mais de 278 jogos desenvolvidos ao longo da carreira, Monica reforçou a importância de metodologias que tornam o aprendizado mais significativo para os estudantes. “Percebi que tinha o dom de criar jogos e isso acabou se transformando em uma empresa. Hoje seguimos trabalhando com formação de professores e ferramentas que ajudam no processo de ensino”, disse.
Idealizador do congresso, Vicente Falcão celebrou o crescimento da iniciativa dentro da Expoingá e destacou a adesão do público nesta edição. “Estivemos com casa cheia, mais de 600 participantes e uma repercussão muito positiva. A Expoingá nos permitiu ampliar esse projeto e levar formação de qualidade para educadores de várias regiões”, afirmou.
Entre os destaques da programação também esteve a professora Brunela Santos, de Cachoeiro de Itapemirim (ES), que abordou o desenvolvimento infantil e a individualidade no processo de aprendizagem. Segundo ela, a educação infantil exige um olhar atento às particularidades de cada criança e às diferentes formas de aprendizado.
“Hoje entendemos, através da neurociência, que o processo de aprendizagem é muito particular de cada ser humano. Não podemos mais colocar todas as crianças na mesma caixa. Cada uma tem seu espaço dentro da sala de aula”, destacou.
A educadora também falou sobre o papel dos professores na construção de um ambiente mais acolhedor e inclusivo nas escolas. “O professor precisa estar munido de informações para abraçar todas as crianças dentro do ambiente escolar”, afirmou.
A palestrante Ester Assis, de Vila Velha (ES), também participou da programação e falou sobre os desafios da transição da educação infantil para o ensino fundamental, além da importância da inclusão e da aprendizagem multissensorial no ambiente escolar.
Durante a palestra, Ester destacou que a mudança de etapa escolar pode ser um processo delicado para as crianças.
“A criança passa anos na educação infantil e, de repente, chega a um ambiente totalmente novo. Essa transição muitas vezes é dolorosa e precisa ser compreendida pelos educadores”, explicou.
O Congresso Brincar encerrou sua segunda edição reforçando a importância da formação continuada de professores e consolidando a Expoingá 2026 como um espaço que vai além do agronegócio, também dedicado à educação, cultura e inovação. (Assessoria)
Foto: Divulgação
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