Bastidores fervendo

Atropelamento com morte, fuga, pedradas e tiros contra motociclistas e imprensa assusta Maringá
A morte de Alex Batista Pereira, 31, na Zona 2, no sábado à noite, ainda vai render. A tragédia do atropelamento e fuga do motorista Márcio Fantin Marcelino (foto), 46, diretor de uma cooperativa da região do Vale do Ivaí, foi seguida de outra quase tragédia e, na opinião de setoristas, foi causada pela própria Polícia Militar, que esteve na casa do motorista e não efetuou a prisão, tendo que retornar depois dos tiros disparados em direção aos motoboys e imprensa.
“Se a PM não tivesse ido embora sem nada fazer, o restante, apedrejamento da caminhonete e tiros em direção aos manifestantes, não teria acontecido”, disse um deles. Outro setorista disse que corre muita coisa nos bastidores, envolvendo por exemplo uma festa com gente influente, de onde o Marcelino teria saído alcoolizado.

O homem, que é Cac, parecia procurar alvos, olhando para os lados, após dar o segundo tiro chegou a mirar um setorista que segurava uma iluminação de vídeo; ao perceber que a luz havia chamado a atenção do atirador, o rapaz escondeu-se atrás de um carro. Hoje às 13h30, na delegacia de polícia da avenida Mandacaru, quando deve ocorrer a audiência de custódia (que começará às 12h40), haverá manifestação de motociclistas.
Na Zona 2 a caminhonete teria atravessado a preferencial. O bairro é considerado um dos mais seguros do trânsito maringaense, pois foi o primeiro a receber sinalização redutora diferenciada nos cruzamentos, o projeto Ruas Acalmadas, iniciativa da Associação de Moradores da Zona 2, ideia que foi implantada em outros locais da cidade.
Imagens: André Almenara/Wallaf Borges
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