Conferência de bancários vira ato de resistência e apoio a Renato Freitas

Deputado estadual participou do encerramento do evento em que recebeu solidariedade da categoria contra processo de cassação

“Renato fica! Renato fica! Renato fica!”. O coro de mais de 200 sindicalistas marcou a 28.ª Conferência Estadual das Bancárias e Bancários do Paraná, encerrada neste domingo (17), em Curitiba.

Organizado pela Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (Fetec/PR), o evento recebeu a visita do deputado estadual Renato Freitas (PT).

“A defesa do mandato de Renato Freitas é a luta em defesa da democracia, do direito de organização e representação das minorias”, declarou o presidente da Fetec/PR, Deonisio Schmidt. “Tentam me calar, me censurar, me cassar porque fui o único que disse na Assembleia que a corrupção é regra”, disse o deputado. “Tanto que o presidente da Casa era corrupto confesso e nada aconteceu com ele. Desde então, sou insistentemente perseguido”, prosseguiu Renato.

Mandato popular – “Precisamos de mandatos populares, que nos ajudam a combater o assédio moral, a lógica dos banqueiros de fechamento de agências, deixando a população à deriva, em nome do lucro”, afirmou Schmidt.

Segundo Renato, seria ingenuidade creditar o processo a uma briga. “A verdade é que as minhas denúncias incomodam demais. Não importa. Seguirei lutando e defendendo a democracia”, anunciou o deputado. Durante sua fala, o parlamentar apresentou mães que perderam seus filhos para a violência policial. Os testemunhos emocionaram o público e conectaram a luta sindical à defesa dos direitos humanos.

Saúde mental – As lideranças sindicais apontaram que a ofensiva contra o mandato de Freitas e a realidade vivida pela categoria bancária fazem parte de um mesmo modelo estrutural que prioriza o capital em detrimento da dignidade humana.

O debate na conferência ressaltou que, enquanto os bancos registram lucros bilionários, a categoria adoece física e emocionalmente devido a metas abusivas, assédio moral e pressão constante por produtividade.

Essa combinação de fatores tem provocado o adoecimento mental (burnout, ansiedade e depressão) da categoria, uma das maiores crises entre os trabalhadores do setor financeiro. (C/ Assessoria)

Foto: Divulgação