A travessia de Álvaro Dias

O ano era 1974, o Álvaro tinha 30 anos e era candidato à Câmara Federal. Já havia sido vereador em Londrina e deputado estadual

Li, reproduzo, ilustro e comento, postagem de Osvaldo Broza:

“Meu pai era um grande fã de Álvaro Dias e sempre dizia que um dia ele seria presidente da República. Não perdia os comentários semanais dele na TV Tibagi, com sede em Apucarana, na época afiliada da Rede Globo. O ano era 1974, o Álvaro tinha 30 anos e era candidato à Câmara Federal. Já havia sido vereador em Londrina e deputado estadual.

Há uns trinta anos, encontrei o Álvaro em uma reunião política na residência do Dr. José Elmo Linhares (em memória) e contei-lhe da admiração que meu pai – já falecido na época – tinha por ele. E, claro, tiramos uma foto que guardo com muito carinho [acima].

Nunca mais nos vimos. Até que, no dia 14/05/2026, ele veio a Campo Mourão lançar A Travessia, livro que mistura sua trajetória com os grandes acontecimentos políticos do Brasil e do mundo. Peguei a foto que tiramos há trinta anos e fui ao seu encontro. Contei-lhe novamente sobre meu pai e disse que, em sua homenagem, eu havia votado nele em 2018 para presidente da República.

Mais uma vez tiramos uma foto. Ele autografou o livro e, ao assinar também a foto antiga, brincou: – Vai publicar fazendo comparação do ontem com o hoje?

Estou pretendendo, respondi, mas acho melhor não… o que você acha? Ele me olhou rindo e confirmou: – Melhor só a antiga, né?

É o que faço agora, em homenagem a nós dois.

Em tempo: Álvaro Dias não chegou à presidência, como previa meu pai, mas em seus 54 anos de vida pública foi vereador, deputado estadual, governador, duas vezes deputado federal e quatro vezes senador da República.  Um travessia e tanto”.

Meu comentário (Akino): Não o conheço pessoalmente, caro Osvaldo, mas permita-me publicar e  complementar, parabenizando-o pelo belo texto:

‘Para Álvaro Dias foi o meu primeiro voto a deputado estadual, em 1970, a pedido de minha Tia Lauzina, professora como ele fora. Desde então , sempre votei nele quando estava no Paraná (na minha carreira no Banco do Brasil, em algumas eleições estava em outros estados). Nos encontramos em 1988, em São João do Ivaí, quando conversamos rapidamente, eu como Gerente do Banco do Brasil, ele governador, e nunca mais nos falamos. Também tinha   esperança que ele fosse Presidente da República, mas não sei o que aconteceu naquele debate, em 2018 (parecia estar fora de si), e resultado deu no que deu. A derrota para o Bolsonaro foi mais ou menos como o Palmeiras perder para Ibis, nos seus melhores momentos de pior time do mundo. Acho que não dá mais para presidente ( pelo menos nessa encarnação) mas para o Senado, eu que pensava, em 2022, que ele deveria se aposentar, e pela primeira vez não votei nele, escolhendo outro candidato,  hoje estou em dúvidas, se não pode ter  um lugar para ele, por mais 8 anos, para melhorar um  senado com tanta mediocridade a começar pelo presidente. Dias e dias melhores virão, temos que ter esperanças. Quem sabe o seu irmão, Osmar, também volte à política, ele que foi uma grata surpresa (contaram-me colegas da ativa, na época)  como  um dos dirigentes do Banco do Brasil, o seu último cargo público, salvo engano no governo Dilma.