Quando não passa por Maringá…

O que Joaquim Silvério dos Reis, o Judas da Independência teria vergonha dos atos de Flávio Bolsonaro, citação de Lula nesta sexta-feira, tem a ver com Maringá?
Hoje o presidente Lula citou Joaquim Silvério dos Reis Montenegro Leiria Grutes (1756-1819), o traidor da Independência, ao falar dos atos entreguistas do senador Flávio Bolsonaro (PL), o “mermão” de Vorcaro. Foi um dos assuntos nacionais do dia.
Não tem nada a ver diretamente com Maringá, mas uma curiosidade, lembrada ao ouvir Reinaldo Azevedo. Joaquim Silvério dos Reis nasceu em 1756 em Monte Real, um povoado de Leiria – cidade-irmã de Maringá desde novembro de 1982. A presença de forte comunidade portuguesa na cidade levou o então prefeito João Paulino Vieira Filho a assinar a lei da irmandade. Foi a segunda cidade-irmã de Maringá, antecedida de Kakogawa, de lei assinada por Adriano Valente em 1972.
Azevedo, que foi editor da saudosa revista “Bravo!”, citou Cecília Meireles, que dedicou um poema ao homem sinônimo de traidor e delator. No livro Romanceiro da Inconfidência, publicado em 1953, a poeta retrata Joaquim Silvério dos Reis como o grande vilão da Inconfidência Mineira, comparando-o com Judas Iscariotes.
Para complementar a ligação, que o destino se encarrega de fazer, Leiria (na região de Beira Litoral) tem limite, a nordeste, com um município chamado Pombal – mesmo nome da cidade da Paraíba de onde, na composição de Joubert de Carvalho, saiu a retirante Maria do Ingá, a Maringá, que deu nome à nossa cidade.
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