Casal Moro silencia sobre investigação de R$ 100 milhões envolvendo ‘Dark Horse’

Líder da Oposição na Alep questiona combate seletivo de casos de corrupção e desmascara senador “sabor Paraná”

O deputado estadual Arilson Chiorato, líder da Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e presidente do PT-PR, cobrou hoje um posicionamento do senador Sergio Moro (PL) sobre a operação realizada pela Polícia Civil de São Paulo contra a produtora responsável pelo filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “O Paraná tem o direito de saber por que aqueles que fizeram carreira política falando em combate à corrupção permanecem em silêncio diante de uma investigação que envolve mais de R$ 100 milhões e recursos públicos”, afirmou.

A cobrança ocorre após a operação que investiga suspeitas de irregularidades em um contrato superior a R$ 100 milhões firmado com a Prefeitura de São Paulo. Entre as linhas de apuração está a possibilidade de recursos públicos terem sido utilizados para financiar a produção cinematográfica ligada ao ex-presidente.

Para o deputado Arilson, chama atenção o silêncio de Moro diante de mais um episódio que envolve personagens próximos ao bolsonarismo. O deputado também citou a deputada federal Rosângela Moro, eleita por São Paulo, e afirmou que ambos deveriam se manifestar sobre os fatos investigados.

“Primeiro vieram à tona os milhões ligados a Daniel Vorcaro e ao Banco Master. Agora aparece uma investigação envolvendo mais de R$ 100 milhões. Mas o casal Moro segue em silêncio”, declarou.

Investigação amplia questionamentos sobre financiamento – Segundo as informações repercutidas pelo Líder da Oposição na Alep, a investigação busca esclarecer possíveis irregularidades em contratos firmados pela produtora e a eventual utilização de recursos públicos para financiar o filme Dark Horse. O caso ganhou repercussão nacional por envolver um projeto associado diretamente ao entorno político de Jair Bolsonaro.

O deputado Arilson destacou que os novos desdobramentos surgem após as revelações envolvendo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que já havia colocado o financiamento do filme sob debate público. Na avaliação do presidente do PT-PR, a sucessão de fatos reforça a necessidade de transparência sobre a origem dos recursos e as relações estabelecidas para viabilizar a produção.

“Estamos falando de fatos graves que precisam ser esclarecidos. Quando aparecem milhões ligados ao Banco Master e depois uma investigação envolvendo mais de R$ 100 milhões de recursos públicos, a sociedade tem o direito de cobrar respostas”, afirmou.

O líder da Oposição também criticou o que considera uma tentativa de aliados do ex-presidente Bolsonaro de deslocar a atenção para outros temas enquanto novas informações surgem sobre os bastidores do projeto cinematográfico.

Deputado cita pré-candidatura de Moro – O deputado Arilson afirmou, na sessão plenária desta tarde, que o silêncio de Sergio Moro ganha relevância política porque o senador se coloca como pré-candidato ao Governo do Paraná e frequentemente associa sua imagem ao combate à corrupção. “Os paranaenses precisam conhecer toda a trajetória de quem pretende governar o estado. Quem construiu a própria carreira defendendo rigor e transparência não pode escolher quando se manifesta e quando prefere ficar calado”, disse.

O parlamentar também mencionou Rosângela Moro (PL-SP) e argumentou que a deputada federal deveria acompanhar de perto os desdobramentos da investigação, uma vez que representa São Paulo na Câmara dos Deputados. “Ela representa o estado onde a investigação acontece. Se não sabe, deveria saber. E se sabe, deveria ajudar a esclarecer os fatos”, afirmou.

Filme acumula polêmicas e novas perguntas – De acordo com o deputado Arilson, as revelações envolvendo financiadores, contratos e investigações têm ampliado as dúvidas sobre os bastidores da produção. O deputado ironizou o nome escolhido para o longa e afirmou que os fatos recentes alimentam novas suspeitas.

“Pelo que está aparecendo, esse filme não deveria se chamar Dark Horse. Talvez devesse se chamar Militia Fox, raposa miliciana. Afinal, toda semana surge uma nova polêmica, uma nova investigação e mais perguntas sem resposta”, declarou.

Para o líder da Oposição, o avanço das investigações reforça a necessidade de total transparência sobre os contratos, financiamentos e agentes envolvidos no projeto. “A população tem o direito de saber o que aconteceu, quem participou e de onde vieram os recursos. Transparência não pode valer apenas para os adversários políticos. Ela precisa valer para todos”, concluiu. (Assessoria)

Foto: Arquivo/Alep