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Desestatização da Sercomtel, de Londrina, teria recebido recursos do Banco Master

Fundo Bordeaux, que teria fraudado aporte de R$ 130 milhões para comprar a telefonia, tinha como responsável na época o empresário Nelson Tanure, apontado como “sócio oculto” do banqueiro Daniel Vorcaro. Apuração da CBN Londrina encontrou documentos que comprovam envolvimento da telefonia com o banco mesmo após a venda

De Guilherme Batista, da CBN Londrina:

A desestatização da Sercomtel vai completar seis anos em agosto, mas o negócio voltou aos holofotes nos últimos meses em razão do escândalo financeiro envolvendo o Banco Master. Nelson Tanure, apontado como “sócio oculto” de Daniel Vorcaro, banqueiro preso pela Polícia Federal (PF) em março no âmbito da Operação Compliance Zero, foi o responsável por arrematar por R$ 130 milhões a telefonia londrinense em 2020. O aporte foi feito por meio do Fundo Bordeaux, na época administrado por Tanure.

De acordo com apuração exclusiva da rádio CBN, o aporte financeiro, necessário para a transação e futuros investimentos, teria sido feito por Tanure com recursos do Banco Master. Ou seja, o escândalo financeiro, apontado como uma das maiores fraudes bancárias da história do Brasil, também deixou rastros em Londrina. Há ainda a suspeita de que houve apenas uma simulação de transferência: ou seja, os recursos teriam voltado para os cofres do Banco Master, na forma de aplicação de fundos e CDBs, um dia após a formalização da venda. A suposta fraude teria sido constatada pela própria Controladoria-Geral do Município em um relatório técnico. As irregularidades também estariam sendo investigadas pela Anatel, Agência Nacional de Telecomunicações.

Caso seja comprovada, a falta do aporte teria o poder de anular a privatização da telefonia. Os novos desdobramentos podem dar base ao “ressurgimento” da ação popular que pediu pela anulação do negócio ainda em 2020.  Leia mais.

Imagem gerada por IA

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