Muito se fala que o Bolsa família seja a causa de falta de mão-de-obra, mas não é bem assim
O Jornal da Manhã, da Jovem Pan Maringá, deu a informação e a bancada comentou muito, que Maringá tem 50.180 famílias cadastradas no CadÚnico do governo federal. No primeiro momento o número pareceu absurdo, mas não é.
Vamos entender do que se trata: Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) é o instrumento de identificação e caracterização socioeconômica das famílias de baixa renda para a seleção de beneficiários e a integração dessas pessoas a programas sociais governamentais. A definição está no decreto federal nº 6.135, de 26 de junho de 2007, que regulamentou o CadÚnico.
Famílias com renda mensal per capita de até meio salário mínimo ou que possuam renda familiar mensal de até três salários mínimos são cadastradas nesse banco de dados por atores e órgãos da rede de proteção. A inclusão permite que elas tenham acesso às políticas públicas de assistência social disponibilizadas pelo estado. (Fonte aqui). Ou seja, mesmo com emprego formal (registro), se uma família, onde só o chefe tem trabalho remunerado de até R$ 4.863,00 (3 salários mínimos), ainda que seja só um casal sem fílhos, se enquadra. Quer saber mais, veja aqui.
Muito se fala que o Bolsa família seja a causa de falta de mão-de-obra, mas não é bem assim. Mas, de fato, os programas sociais podem estar gerando situações, que em alguns casos a formalidade possa não ser vantajosa para algumas pessoas.
Enfim, estar no CadÚnico, não é sinal de pobreza, afinal R$ 4.863,00 de renda familiar, no Brasil, é comum.
