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Futebol é muito mais!

Parte da intelectualidade diz que ele é o ópio do povo, a alienação das massas. E pode ser isso também

A gente sabe que o futebol é uma invenção inglesa, mas que se criou e se adaptou tão bem nos trópicos por traços muito peculiares à nossa sociabilidade. Parte da intelectualidade diz que ele é o ópio do povo, a alienação das massas. E pode ser isso também.

Mas é muito mais! É movimento, sociabilidade, justificativa para encontros com quem amamos, necessidade de pertencimento ao coletivo. A Copa une, ainda que provisoriamente, um país fraturado. Isso não resolve nossos problemas, que sempre voltam na “quarta-feira de cinzas”. Faz repensar nossas cores, nossos símbolos cívicos e suas falsificações. No entanto, trata-se de uma catarse coletiva que ninguém passa incólume, um fenômeno de massas que diz muito sobre as nossas contradições, limitações e potencialidades.

Em que pese a copa de Trump e todos os conflitos geopolíticos subjacentes. Mas isso é assunto para outro texto. Cada Copa tem uma história que se funde com a nossa biografia. A bola corre mais rápido que os homens.


(*) Joel Júnior Cavalcante é professor, sociólogo e comentarista político

Foto: Nelson Termer/CBF

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